Indicador Havaianas ainda sugere cautela em 2024

  • por | publicado: 07/02/2024 - 23:59 | atualizado: 08/02/2024 - 00:06

Dona da havaianas, a Alpargatas perdeu vendas no país e exterior em 2023. Imagem ilustrativa fábrica de Campina Grande (PB) - Crédito: Relatório/Redes Sociais

A sandália de tiras marca Havaianas, ainda o calçado mais popular no Brasil, amargou perda de 28,6 milhões de pares, em 2023, para 185,1 milhões frente ao exercício anterior. Essa redução, de 13,4%, impactou nas receitas líquidas consolidadas (produtos e serviços) da Alpargatas S.A. no mercado interno, de R$ 2,716 bilhões. O resultado, portanto, foi menor 6,8% nominais frente a 2022.

Alpargatas, além marca própria e das Havaianas, controla produtos Yoasis e ROTHY’S. No capital da empresa, as famílias majoritárias no Itaú Unibanco são maioria. O maior gestor de ativos do planeta, BlackRock é acionista com 2,63% do capital total.

No mercado externo, as vendas físicas da Havaianas foram em baixa de 10,9 milhões de pares, com 22,9 milhões. Espelharam a queda de 19,4%, para R$ 1,207 bilhão.

As vendas físicas totais da marca, no país e fora, fecharam nos 208 milhões de pares, 15,7% a menos que 2022. Nas receitas, efeito foi a queda de 10,5% nominais, ou seja, puxadas para R$ 3,6734 bilhões. Alpargatas enviou nesta quarta (08/02) o Relatório de Resultados à Bolsa de Valores B3.

Diante desse desempenho negativo, a Alpagartas fechou o as contas com prejuízo líquido de R$ 1,867 bilhões, contra lucro de R$ 183 milhões em 2022.

Os diretores apontaram, porém, indicaram a pressão de um reconhecimento contábil, no 4T23, de R$ 1,6 bilhão. Esse lançamento foi dos impairments (perda no valor recuperável de um ativo) de valores injetados na Rhoty’s e Yoasis, por conta da “atualização das premissas de avaliação dessas companhias”.

Havaianas com o peso de recuperar mercados

Os administradores, na mensagem aos acionistas, foram exaustivamente repetitivos, de falar em recuperação de resultados da companhia e “transformação”. A companhia segurou investimentos, controlou capital de giro, reduziu produção e estoques.

No exterior, os administradores apontaram o movimento de “desestocagem”, principalmente em mercados da Ásia e Oceania.

A reação esperada no mercado externo é depositada no peso da principal grife. “Alavancaremos a força da nossa marca Havaianas nos nossos principais mercados. Internacionalmente, seremos mais focados e consistentes nos países prioritários”. Mas, será, destaca o documento, de forma “consistente nos países prioritários”.

Alpargatas vai disciplinar capital

No geral, a direção da Alpargatas elegeu a linha da “disciplina na gestão de custos e na alocação de capital”. Sobre necessidade de “disciplinar” custos, o relatório revela que a diretoria precisou agir firme no 2T23. “…precisamos adotar medidas contundentes para contermos a trajetória de elevação da alavancagem que a Companhia vivia”.

Em doze meses, até abril, aquela conta chegou a R$ 1,2 bilhão, pressionada por dois vetores. De um lado, “queima considerável de caixa”, do outro, “redução considerável do Ebitda”.

Ebitda, sigla em inglês para Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, significa, de forma resumida, o lucro obtido antes dos descontos para juros, impostos, amortização e depreciação. Nessa rubrica, o resultado da Alpargatas foi R$ 198,2 milhões, ou seja, queda de 70,5% frente a 2022.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Anderson Paes

Sou revendedor de havaianas e minha opinião é a seguinte: a indústria está perdendo a mão nos preços. Muitos consumidores estão migrando para marcas mais baratas . Só a Cia não percebeu isso. Os preços de ponta estão altíssimos e a população está cada vez mais empobrecida. As falsificações estão em toda esquina e ninguém faz nada para coibir. Deveriam cobrar das autoridades o combate a pirataria.