Itapemirim perde outra; Anac rejeita retorno da ITA

  • por | publicado: 14/06/2022 - 22:00 | atualizado: 16/06/2022 - 22:05

A ITA começou a voar em junho de 2021. Parou em dezembro - Foto: Itapemirim/Divulgação

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) negou recurso à Itapemirim Transportes Aéreos Ltda (ITA). Companhia tentava retomar o Certificado de Operadora Aérea (COA). A rejeição, relatada pelo diretor Luiz Ricardo Nascimento, teve voto unânime da Diretoria Colegiada.

A ITA, ligada ao Grupo Itapemirim, interrompeu as operações em dezembro. Em abril, correu o processo de cassação do seu COA. Entretanto, durante o processo, a companhia não teria apresentado defesa. De acordo com o relator, apenas requereu dilatação do prazo para recorrer.

Entre itens apontados para a justificar a “incapacidade operacional” da ITA, o diretor Luiz Nascimento lembrou que ela não possui mais aeronaves. No começo do mês passado, a ANAC cassou o COA da companhia.

No voto, portanto, o relator pediu a “interrupção em definitivo das operações da recorrente”.

Veja AQUI como foi a 10ª Reunião Deliberativa da Diretoria Colegiada da ANAC que sepultou, em definitivo, a ITA como companhia de aviação.

Desvios de recursos judiciais da Itapemirim

As principais empresas do Grupo Itapemirim estão em recuperação judicial (PRJ) desde 2016. Na época, tinham rombo consolidado superior a R$ 2,2 bilhões.

A ITA foi constituída em 2021. Portanto, voou por apenas seis meses.

Durante a curta temporada, decolava, entretanto, sob manto de acusações na Justiça. Muitas relacionadas à improbidade pelo então administrador e principal acionista, empresário bolsonarista Sidnei Piva de Jesus. Ele foi acusado, por exemplo, de praticar desvios em recursos financeiros comprometidos pelo Grupo Itapemirim no PRJ. Portanto, esse teria sido o caixa da fundação a companhia aérea.

Reveja nos links:

Credores põem Piva de ‘rainha da Inglaterra’ na Itapemirim

Grupo Itapemirim voava uma canoa furada; ITA sai da pista

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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