Kalil: povo pediu Carnaval, não turismo de negócios

Congresso e Feira Internacional Exposibram são o maior evento de negócios em Belo Horizonte. Mês que vem, será realizada a 18ª Edição - Foto: Dilvulgação/Ibram

O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil , diz que trata de Carnaval, que seria o “turismo escolhido” pelo povo. Portanto, não se ocupará com atração de visitantes via negócios. “Quem tem que cuidar disso (turismo de negócios) é empresário, que tem interesse nesse”, disse em entrevista, quinta (), ao site Além do Fato. Assim, retirou da Prefeitura qualquer responsabilidade pelo fracasso das inúmeras tentativas de consolidar o turismo de negócios na cidade.

Para o fracasso turismo de negócios, Kalil apontou em duas vertentes. A primeira, que quem decide o tipo de turismo é o povo, não a autoridade pública. E que a opção da população foi o Carnaval. Belo Horizonte, segundo o prefeito, já teria sido a terceira cidade do país nessa festa popular, levando ocupação de 70% na hotelaria. “Turismo é uma coisa natural”, justificou. E que turismo de negócios não é para Poder Público, mas para iniciativa privada.

  • RESULTADO TURISMO DE NEGÓCIOS – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas estimou em 14,7% crescimento no primeiro semestre sobre mesmo período de 2018.

O prefeito preferia, mesmo abordar o Carnaval. Foi questionado, nas respostas, que faltava “uma perna” da pergunta: turismo de negócios. “Eu nunca falei (tratou) disso!”. A pergunta, porém, abrangia, desde 1979. Kalil foi lembrado que, em várias capitais europeias, como Roma, Paris, Lisboa e Madri, o turismo de negócios é expressivo do PIB.

Hotelaria da Copa não atraiu negócios

Kalil também virou sua metralhadora contra o boom da rede hoteleira, às vésperas da Copa de 2014. Teve financiamento público favorecido, sob alegação de que restaria um “legado” ao turismo de negócios. “Um crime, não é (tantos hotéis)? Um crime!”, reagiu. Sua maior contrariedade era o fato de o financiamento do BNDES ter gerado isenção de impostos. Mas, ao mesmo tempo em que condenou o acerto com o antecessor, Márcio Lacerda, pela isenção aceita, revelou que faz o mesmo. E exatamente em infraestrutura que favorece atração de eventos de negócios.

Privatizar Expominas e Minascentro

Kalil aponta necessidade de outro grande centro de convenção, para se compor com Expominas e Minascentro (em obras). “Mas o Poder Público não tem que botar a mão nisso. Está aí o Centro de Convenção do Estado (Minascentro) quebrado, acabado, liquidado”, criticou. Sem apresentar atrativos, insiste que a área deve ficar com a iniciativa privada. E reafirmou que a Prefeitura não tem que se envolver “Nós temos é que dar estrutura”, defendeu.

EXCLUSIVIDADE – O prefeito Alexandre Kalil recebeu, na manhã da quinta-feira (), os editores do Além do Fato (Nairo Alméri, Orion Teixeira e Ricardo Campos).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Likes:
5 11
Views:
910
Categorias:
Economia

All Comments