Kinross assegura energia para produzir ouro até 2032

  • por | publicado: 25/07/2019 - 18:23

UHEs Barra dos Coqueiros e Caçu - Foto: Divulgação CESB

A Kinross Participações Ltda assegurou, com duas hidrelétricas compradas da Gerdau, autonomia para produzir ouro em Paracatu (MG) até 2032. Pagou R$ 835 milhões pelas usinas instaladas no Rio Claro, em Goiás, com potências somadas de 155 megwatts. Assim, a holding garante, autossuficiência à Kinross Brasil Mineração (KBM), maior produtora de ouro do país. As UHEs Caçu e Barra dos Coqueiros, na divisa Caçu-Cachoeira Alta, fornecem carga necessária às expansões. A empresa processa a média de 52 milhões t/ano de material aurífero. Em relatório, observa que é o material de “menor teor aurífero do mundo (0,4 gramas de ouro por tonelada de minério)” .

Com as aquisições, feitas em 2018, a Kinross segue tendência entre consumidores intensivos de eletricidade do setor: busca da autossuficiência. A Samarco, por exemplo, que explora mineração de ferro (interrompida desde novembro de 2015), gera 140 MW na UHE Baguari. Essa usina, no Rio Doce, gera o suficientes para abastecer uma cidade com 450 mil habitantes.

Porém, extração da Kinross para em 2030

No balanço, assinado pelo por seu presidente, Antônio Carlos Saldanha Marinho, e publicado terça (23), a Kinross Participações reafirmou que a mina da KBM vai operar até 2030. Depois, seguirá processando material estocado. No ano passado, ela produziu 521.575 onças troy, equivalentes a 16,222 t, um aumento de 45% frente a 2017. O salto, recorde, foi atribuído às “maiores recuperações e produtividade”. A produção média brasileira é de 81,2 t (Agência Nacional de Mineração – ANM). Minas participa com 60% do ouro legal brasileiro.

A Kinross Gold Coporation extrai ouro também na Rússia, Estados Unidos, Mauritânia, Chile e Gana. A planta em Minas responde por 21,2% do total. Em 2018, as receitas operacionais líquidas consolidadas da Kinross Participações somaram R$ 2,347 bilhões, alta de 69,33% sobre 2017. Porém, pressionada pelas contratações financeiras, na compra das UHEs, fechou no vermelho R$ 222 milhões, contra lucro de R$ 26 milhões em 2017. A empresa também controla a Companhia Nacional de Mineração (CNM), do segmento de minério de ferro.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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