MMX terá reflexos da nova prisão de Eike Batista, fundador do Grupo EBX controlador - Foto: Reprodução/Site B3
MMX Sudeste Mineração S.A, que ainda respirava, fica em situação insustentável com nova prisão de Eike Batista, fundador do Grupo EBX. Os reflexos da detenção, quinta (8), pela Polícia Federal do Rio, mexem nos alicerces em ruína do conglomerado. A Justiça fez a operação, parte da Lava Jato, casada à indisponibilidade de bens do empresário e filhos no valor de R$ 1,6 bilhão.
A MMX Sudeste é uma controlada da MMX Mineração e Metálicos S.A. Esta já foi a principal empresa do Grupo EBX. Está em recuperação judicial desde abril de 2013. Pouco depois, a MMX Sudeste fez o mesmo. A sua proteção judicial veio em outubro de 2014. A Justiça de Minas (1ª Vara Empresarial) acreditou que a empresa passava por “crise financeira passageira”. Portanto, “merecia ter preservado o exercício de suas atividades empresariais, a fim de que possa continuar a cumprir a função social que lhe incumbe”. Em dezembro daquele ano, ela informou dívidas de R$ 470 milhões.
MMX Sudeste tinha as atividades resumidas à administração de direitos econômicos. Em 2013, por exemplo, renovara, até 2034, contrato com a Cia. de Mineração Serra da Farofa (Cefar). Era referente a arrendamento de direitos na província minerária da Serra de Itatiaiuçu, em Minas. Venceria em 2021. À época, a empresa de Eike recebia royalties de 10% sobre as vendas líquidas de minério de ferro, livres de tributos e despesas de logística. Além disso, uma cláusula assegurava progressões: 11,5% e 12,5%.
Desde a virada de julho, persiste, entre investidores na Bolsa, que a MMX Metálicos não concluiria a recuperação. As dívidas superam a barreira R$ 6 bilhões. Isso é 10% o acima do capital social, de R$ 5,4 bilhões (janeiro). Em matemática simples, agentes do mercado atestam ausência de capacidade de recuperação dos direitos dos credores. Isso reacendeu, para pior, questionamentos de junho. O presidente e diretor de Relações com Investidores, Clóvis Paes Carvalho, fez várias negativas sobre pedido de falência.
Além disso, em dia 2 de julho, houve indicativo de especulação com papéis da MMX. Isto porque, frente à média de 60 dias, as cotações mínima de R$ 2,05 e, máxima, de R$ 2,40, representaram variação intraday de 17,07%. O diretor fez novo comunicado, acusando “oscilações atípicas de preço e de volume das Ações”.
Na década passada, MMX Metálicos vendeu à britânica Anglo America seu mais importante projeto de mineração, o Sistema MMX Minas-Rio Mineração. Com mineração em Conceição do Mato Dentro, produzirá neste ano acima de 16 milhões t de ferro. Tem capacidade para 26 milhões t/ano e despacha produção por mineroduto para o Porto de Açu, em São João da Barra (RJ). Juntando com o Sistema MMX Amapá, a Anglo pagou US$ 5,5 bilhões (janeiro 2008).
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