Petrobras importa 5 mi de m3/dia de gás natural da Bolívia

  • por | publicado: 19/01/2021 - 15:14

Petrobras autorizada pelo MME a importar gás natural da Bolívia - Foto: Divulgação/Gasbol

A Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) importará, em regime extraordinário, até 5,08 milhões de m3/dia de gás natural da Bolívia. Essa autorização, a partir desta terça (19/01), valerá até 28 de fevereiro próximo. O “mercado potencial” definido na Portaria 481 é o termelétrico, ou seja, abastecimento usinas termelétricas (UTE).

Além daquele volume, o Ministério de Minas e Energia (MME) autorizou a estatal à importação adicional de até 1 milhão de m3/dia gás natural de uso do sistema de transportes (GUS). A Portaria 481, datada do 15/01, que autoriza as importações, foi assinada pelo ministro do MME, almirante Bento Albuquerque.

Em autorização anterior, expirada em 2020, a Petrobras poderia trazer até 10,8 milhões de m3/dia de gás natural da Bolívia. Havia também a possibilidade da importação de até 1 milhão de m3/dia de GUS.

Petrobras fará conferência em MS

O gás natural será bombeado pelo Gasoduto Brasil-Bolívia (Gasbol).

A entrega e certificação das especificações do gás ocorrerão na estação de Corumbá (MS), na fronteira entre os dois países. O produto deverá atender normas da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ou “regulamentação superveniente”.

Mercado de GN no país

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), em 2019, houve crescimento de 0,9% no consumo médio diário de gás natural. Foi, portanto, de 64 milhões de m3/dia.

Mas, em 2020, em função da retração da economia por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Isso, portanto, provocou queda para 51,87 milhões de m3/dia, em julho. Todavia, em outubro, em função das usinas térmicas, saltou para 72,86 milhões de m3/dia. Ou seja, crescimento de 39,6% sobre setembro, conforme relatório da Abegás, de dezembro.

  • Título original: “Petrobras importará 5 milhões m3 de gás natural da Bolívia”

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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