Reforma do Estado virá na onda das desestatizações

  • por | publicado: 22/07/2019 - 18:25 | atualizado: 24/08/2019 - 17:03

Reforma do Estado, nas promessas do presidente Bolsonaro, reduziria o tamanho da máquina pública. Atacaria também os altos salários no serviço público federal, um dos caminhos para colocar despesas nos limites das receitas - Foto: Ana Volpe/Agência Senado

Reforma do Estado, prometida em campanha pelo presidente Jair Bolsonaro, só ocorrerá no embalo das privatizações. Reduzir a máquina, incluindo gigantismo das Estatais e salários, foi reafirmada em conversas logo que eleito. Porém, até agora, deu apenas fisgadas em diretorias de estatais, sem tocar nos salários. Fez uma “intervenção” na Petrobrás e trocou o presidente do BNDES. Eleito,ele prometeu encurtar o “tamanho” (custo) do Estado, o que incluía as privatizações. Missão dada ao futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. “O Brasil está numa situação crítica e está nas mãos dele tirar (o País) dessa situação”, justificou. Agora, virou carona das privatizações.

Reforma do Estado cobrada pela Fiemg

No dia 17, o presidente da Fiemg , Flávio Roscoe, criticou, novamente, a ausência daquele item. “A reforma do Estado antes da Reforma Tributária é mais importante”, defendeu, ao lamentar que “ela não está na agenda”. Hoje (22), o ALÉM DO FATO consultou integrante da equipe de Guedes sobre a Reforma do Estado e salários nas estatais. “Espere pelas (formatações) das desestatizações”, resumiu. “Em breve”, completou.

Estatais usadas para aumentar salários

Nos Governos do PT , não se falou em Reforma do Estado. E, virar conselheiro na UHE Itaipu Binacional era sonho de consumo dos políticos do núcleo do Planalto. Em 2012, o então ministro da Defesa do Governo Dilma, Celso Amorim, era o melhor salário entre os ministros. Com Itaipu, de R$ 19.400, juntava R$ 46.100 no contracheque. Detalhe muito importante: na época, o teto para funcionalismo era R$ 26.723,15.

Bolsonaro dobrado na Petrobras

Bolsonaro assumiu decidido a não elevar salários da Diretoria e Conselho da Petrobras. Na AGO de 2017, salários anuais da diretoria passaram a variar de R$ 2,1 milhões a R$ 2,3 milhões. Para os conselheiros, de R$ 169,5 mil a R$ 210,6 mil. Pela vontade de Bolsonaro, até março de 2020, a verba global dos salários dos diretores e conselheiros seriam de R$ 32,4 milhões. Porém, em junho, a agência “Infra” (especializada em infraestrutura), noticiou salto de R$ 100 mil para R$ 120 mil salários dos diretores. Maiores salários das estatais eram na Petrobras: R$ 120 mil. Depois, aparecem BNDES (R$ 95 mil), Banco do Brasil (R$ 77 mil), Caixa (R$ 66 mil) e Eletrobrás (R$ 49 mil).

Estatais de Minas também

Romeu Zema, governador de Minas Gerais, foi amplamente divulgado, defendeu jetons para o Secretariado como conselheiros em Estatais. A Assembleia Legislativa aprovou o pedido. Portanto, um secretário de Estado poderá ganhar o valor bruto mensal de R$ 35 mil.

*Texto modificado em 24/08/2019 | às 17h06

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