Renova Energia está em dificuldades financeiras e planeja vender ativos, principalmente para cumprir o plano de recuperação judicial - Foto: Renova/Divulgação
O Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, reapresentou oferta de compra da participação da Renova Energia S.A. no capital social da Brasil PCH S.A. Há 40 dias, o fundo propôs R$ 2,4 bilhões pelos de 51% da Renova na controlada, que possui parque de 13 pequenas centrais hidrelétricas. A empresa, em recuperação judicial, porém, busca preço acima: R$ 3 bilhões.
A Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT) é a principal acionista da Renova: 29,72% das ações ordinárias.
A Renova busca comprador de ativos como forma, então, de saldar compromissos financeiros. A empresa cumpre plano de recuperação judicial desde outubro de 2019. Foi deferido pela 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A companhia atua também na geração eólica.
O “Grupo Renova comunicou à B3 (Brasil. Bolsa. Balcão), nesta segunda (12/07) a nova investida do Mubadala (“MIC Capital Partners (Brazil Special Opportunities) (Scottish) GP, LLP”). De acordo com o diretor-presidente e Relações com Investidores, Marcelo José Milliet, o fundo árabe também faria comunicado de oferta. Todavia, não houve das partes manifestação de valor.
Entretanto, pela lógica dos fatos, a base do valor noticiada anteriormente, estaria mantida. No ato da recuperação judicial, a Renova historiou dívidas nominais ao redor de R$ 3 bilhões. Portanto, diante da crise da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o mercado não melhorou para quem operava no vermelho.
No balanço anual de 2020, a Renova reportou perdas de R$ 1 bilhão. No ano passado, a empresa sentiu o impacto da suspensão de contratos de compra de energia pela Light, ex-controlada da Cemig e pela própria estatal do Governo de Minas.
No final do 1T21, as receitas somaram R$ 22,5 milhões, variação nominal positiva de 83,1% na comparação com 1T20. Na mesma comparação, portanto, a geradora reduziu o prejuízo, de R$ 53 milhões para R$ 30 milhões.
No final de 1T21, o ativo total da Renova era de R$ 2,653 bilhões. O patrimônio líquido estava negativo de R$ 1,127 bilhão, portanto, suportado pelo imobilizado, de R$ 1,355 bilhão.
No bloco de controle da Renova estão, além da Cemig GT, estão a CG Ii Fundo de Investimentos Multimercado Crédito Privado, pertencente aos fundadores da companhia – Ricardo Delneri e Renato do Amaral. Mas, além dessa participação, posições posições acionárias individuais relevantes.
Renova é, portanto, reconhecidamente, um fiasco no portfólio da Grupo Cemig, que enfrenta CPI em outros negócios. Relembre nas matérias relacionadas publicadas no ALÉM DO FATO, em outubro e dezembro de 2019, sobre a Renova:
Nome | %ON | %PN | %Total |
---|---|---|---|
Cg Ii Fundo de Investimento Multimercado Credito Privado | 17,14 | 0,83 | 9,11 |
Cemig Geração E Transmissão S/a | 29,72 | 0,00 | 15,09 |
Spectra Volpi Fundo de Investimento em | 3,37 | 6,95 | 5,13 |
Bndespar | 1,37 | 2,83 | 2,09 |
Renato Do Amaral Figueiredo | 13,07 | 23,25 | 17,16 |
Ricardo Lopes Delneri | 23,36 | 41,55 | 32,31 |
Daniel Gallo | 0,05 | 0,10 | 0,07 |
Outros | 11,92 | 24,51 | 19,04 |
Ações Tesouraria | 0,00 | 0,00 | 0,00 |
Total | 100,00 | 100,00 | 100,00 |
Informação recebida em 08/07/2021.
(*)Posição dos acionistas com mais de 5% das ações de cada espécie.
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Privatiza logo, Minas Gerais não tem os bilhões necessários para manter essa empresa funcionando.
O Papel principal do governo é prover bons serviços publicos para nós contribuintes. E não ser dono de empresas.
Muda Brasil.