A Samarco Mineração S.A. atingiu, em outubro, o volume acumulado de meio bilhão de toneladas em finos e pellets de minério de ferro embarcadas desde o início da operação, em 1977. Esse é o destaque, nesta sexta (30/01), do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Registra que, em 2025, a mineradora produziu 15,11 milhões t.
Portanto, frisa o Ibram, o maior volume da empresa desde a retomada das atividades, em 2020.
Por determinação da Justiça, ficou com atividades paralisadas desde a tragédia de novembro de de 2015. Naquele ano, houve o rompimento na barragem de rejeitos Fundão, dentro da Mina de Germano, em Mariana (MG). A tragédia causou 19 mortes e danos ambientes e patrimoniais ao longo da Bacia do Rio Doce, em Minas e Espírito Santo – leia abaixo.
A Samarco é uma controlada dos grupos Vale (Brasil) e BHP Billiton (anglo-australiana).
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Produção da nova fase
No período 2020-2025, a extração de minério, no Complexo de Germano, proporcionou embarques, em Anchieta (ES), de 50 milhões t.
Investimentos de R$ 13 bilhões
Os planos de “revitalização” e modernização” das plantas da Samarco, em curso desde 2024, seguem em R$ 13,8 bilhões. Além do Complexo de Germano, a companhia opera um sistema de três minerodutos (mina-porto – 400 km cada) e o Complexo de Ubu, em no município do litoral sul-capixaba. Lá estão as usinas de pelotização e o porto de Ubu.
Retoma 100% dos complexos em 2029
Pelo cronograma atual, destaca o Ibram, a Samarco retornará a 100% da capacidade de produção de minério de ferro em dois anos. Em Ubu, até 2029. A capacidade nominal das plantas em Anchieta é para 26 milhões t anuais. Leia aqui sobre a Samarco.
Tragédias seguidas na Vale
O rompimento da Barragem Fundão, da Mina Germano, causou a segunda maior tragédia em número de mortes em áreas da Vale no país. Menos de quatro depois, porém, comoção maior: em 2019, o rompimento, na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), da Vale. Nesta, 272 mortos. O rompimento em Germano provocou, entretanto, o maior dano ambiental por mineradora no Brasil. Relembre AQUI.
Acordos e ações indenizatórias contra Samarco
A Vale e BHP, além das causas na Justiça no Brasil (acordos de 2024 e de 2025), foram acionadas no exterior por causa de Mariana. Na Inglaterra, a BHP teve recurso negado recentemente.
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

