Souza Cruz importa cigarros fabricados em Cuba

  • por | publicado: 25/09/2019 - 18:07 | atualizado: 26/09/2019 - 11:00

Cuba entregará à Souza Cruz, na fábrica de Uberlândia (MG), 2,520 milhões de maços de cigarros - Foto: Reprodução/Logo Souza Cruz

A Souza Cruz, líder no mercado nacional de tabacos, importará cigarros fabricados em Cuba. Serão 2.520.000 maços de cigarros king size (83mm) da marca Rothmans Blue. A autorização, dada segunda-feira (23/09) e divulgada hoje, pela Subsecretaria-Geral da Receita Federal do Brasil (RFB), não especificou o valor da importação. Entretanto, descreveu que cada maço, contendo 20 unidades, será vendido no varejo ao valor de R$ 5,25.

Empresa do Grupo British American Tobacco (BAT), a Souza Cruz pagará R$ 0,01 por cada selo das embalagens de varejo. A fiscalização e entrega dos selos caberão à Delegacia da RFB em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, onde está localizada a fábrica da empresa. 

Souza Cruz planeja investir R$ 100 mi anuais

Instalada no Triângulo Mineiro desde 1978, a empresa planeja investimentos anuais de R$ 100 milhões em infraestrutura e tecnologias. Essa meta foi anunciada recentemente pelo gerente da fábrica, Alfredo Rengifo, na inauguração da linha de produção exclusiva de cigarros de exportação em maços com menos de 20 unidades. Colômbia será o primeiro destino dos maços com 10 cigarros saído da cidade mineira. A legislação brasileira, de acordo com o executivo, não permite a venda de maços contendo menos de 20 cigarros, portanto, a nova área não atenderá o mercado interno.  

Souza Cruz é o maior exportador de tabaco do mundo. Sua produção está concentrada em fazendas do Sul do país – Foto: Souza Cruz/Divulgação

A fábrica de Uberlândia tem capacidade nominal instalada para 70 bilhões de cigarros/ano. Essa unidade é a maior na América Latina no setor e a terceira do do Grupo BTA.

O portfólio da companhia contempla 15 marcas para o mercado brasileiro e exportação. A Souza Cruz lidera as exportações de tabaco do mundo, com produção anual de 180 mil toneladas, em fazendas no Sul do país.

Em 2016, o Grupo BAT comprou as ações da sua controlada brasileira que eram negociadas na Bolsa Bovespa (B3) e fechou seu capital.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments