Valores de mercado da Cemig e Copasa somam R$ 29,1 bi

  • por | publicado: 6/10/2019 - 10:10 | atualizado: 7/10/2019 - 08:53

Na Bolsa, valores de mercado da Cemig e da Copasa somam R$ 29,1 bilhões - Fotos: Arquivos /Cemig e Copasa

Os valores de mercado em Bolsa, em 1º de outubro, somados da Cia. Energética de Minas Gerais (Cemig) e da Cia. de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) totalizavam R$ 29,1 bilhões. Porém, em eventual privatização dessas companhias, as principais do Estado, não será esse o valor da oferta pública pelo Governo Zema. A base de cálculo daquilo que iria para o caixa do Estado começa pelo percentual de suas ações no capital das empresas e, depois, nas cotações mínimas fixadas em Edital. Todavia, havendo disputa acirrada entre investidores, as margens crescem na proporção dos ágios (valores acima dos mínimos da oferta).

 Análise da Planner Corretora de Valores, apresentada na última terça (01/10), estimou o valor de mercado da Cemig em R$ 20,6 bilhões. A referência foi ação CMIG4, que valorizou 5%, em 2019, atingindo R$ 14,10. Mas a corretora fazia uma projeção muito importante: “O preço justo de R$ 16,00/ação traz um potencial de alta de 13,5%”.

Para a Copasa, em 1º de julho, a mesma corretora calculava o valor de mercado em R$ 8,5 bilhões. Sua referência era a alta de 11,3% nas ações CSMG3, ao preço de R$ 67,04 por ação. Naquela data, a Planner tinha perspectivas de ganhos acima: “Temos recomendação de compra e preço justo de R$ 75,00/ação, equivalente a um potencial de alta de 11,9%”. Na terça-feira passada, a CSMG3 estava cotada a R$ 67,99 e acumulava alta de 13,61%, em 2019. A Planner mantinha os R$ 75,00 como indicativo “preço justo” para o papel.

Valores e participações em cada

Na Cemig, o Governo de Minas possui 50,96% das ações ordinárias (com direito a voto). Não tem posição nas preferenciais (sem direito a voto). As ações ordinárias que possui representam 17,03% do total do capital. Mas, indiretamente, por suas controladas (MGI, MGS, Ruralminas, Codemig e Copasa), tem mais 0,10%. Portanto, Estado e suas controladas detêm 248.536.849 ações ordinárias (50,97%) e 1.422.599 preferenciais (0,15%). As duas classes somavam a participação de 17,14% no total do capital da Cemig. Esta, então, é a referência do Governo Zema quanto ao que poderá arrecadar em leilão com papéis da energética em poder do Estado.

Em agosto, o universo de acionistas da Cemig era de 149.682 investidores. O capital social integralizado estava em R$ 7.393.763.005,00. Do total das 487.614.213 ações ordinárias, 49,03% eram “de livre negociação” (free float) no mercado, e, entre as 971.138.388 preferenciais, 99,79% (969.118.940). No capital total, 82,82% das ações (1.208.196.235) eram de “livre negociação”.

Na Copasa, em 1º de outubro, o Governo de Minas tinha 50,04% das ações ordinárias, de um total de 126.751.023. Os investidores estavam com 49,68% e, 0,28% restante, mantidos em tesouraria. O capital da companhia, de R$ 3,402 bilhões, é formado somente por ações ordinárias.

Dinheiro pagaria só 4 meses de salários

Análises, a partir de relatório, de junho, da Secretaria Nacional do Tesouro (STN), apontam que, em eventual oferta de sua participação na Copasa, o Governo Zema abriria a oferta com a garantia mínima de receber R$ 3,8 bilhões. Isso equivale a menos de duas folhas mensais de salários do funcionalismo. Com a Cemig, um pouco mais: R$ 4 bilhões. As duas probabilidades não levam em conta os ágios. Ou seja, (sem os ágios) o dinheiro arrecadado estimado pela STN bancaria, no máximo, um quadrimestre de salários do Estado. Porém, no dia seguinte, o Governo de Minas não teria mais aqueles ativos lhe rendendo dividendos.

As duas estatais têm ações do capital listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão).

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