WEG Motores põe China como eixo da reestruturação

WEG inaugurou sua quarta unidade fabril na China no mês passado. Foto: Divulgação/WEG

WEG Motores, uma das líderes mundiais em motores elétricos, colocou, de vez, a China como eixo de sua estratégia de negócios no mundo. Isso está patente na reestruturação que começa a implementar em 1º de janeiro. As mudanças foram aprovadas dia 30, em reunião convocada pelo presidente do Conselho, Décio Silva – filho do fundador da empresa, Eggon João da Silva.

A primeira medida virá com a divisão da WEG Motores (WMO) em duas unidades: Motores Industrial e Motores Comercial Appliance. O comando da WMO Industrial será entregue Alberto Yoshikazu Kuba, atual diretor superintendente China. Esta unidade responderá pelos negócios de motores industriais baixa tensão em ferro fundido e alumínio, redutores e motoredutores.

A direção da WMO Comercial e Ampliance ficará com Julio Cesar Ramires, atual diretor Internacional e de Novos Negócios WEG Motores. Esta unidade ficará com negócios de motores fracionários, rolled steel e motores para uso doméstico. As duas diretorias deixadas por Ramires serão extintas a partir de 1º de janeiro.

WEG prepara ingresso na Rússia

Em 31 de março de 2020, o diretor de Engenharia da WEG Motores e da WEG Energia, Milton Oscar Castella, deixa os cargos. Será substituído pelo atual diretor de Engenharia das Operações da China, Rodrigo Fumo Fernandes.

A superintendência da WEG China irá para Eduardo de Nóbrega, atualmente superintendente da WEG Energia. O Conselho de Administração decidiu que o diretor-superintendente da China se reportará diretamente ao diretor-presidente da Executivo da WEG.

Tudo começa a valer a partir de 1º de janeiro, quando Luís Alberto Tiefensee largar a superintendência da WMO. Tiefensee e Castella estão na WEG há quatro décadas.  

A fábrica catarinense, fundada em 16 de setembro de 1961, em Jaraguá do Sul. Tem 40% da receita a partir das chamadas operações internacionais estabelecidas no México, Portugal Argentina e China, 20 filiais e vendas em mais de 100 mercados.

Em entrevista à revista “Exame”, em outubro, Décio Silva disse que as medidas são parte do ciclo pela globalização, a partir de 2004, quando a empresa abriu filial na Índia. No mesmo ano, adquiriu fábrica da China. A próxima fronteira da WEG será a Rússia, alvo de prospecção de mercado desde 2017. “Até agora, nosso mundo acaba na Europa Oriental. Temos que avançar para poder ser realmente uma empresa global”, disse o executivo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Likes:
1 0
Views:
962
Categorias:
Economia