Kalil e Lula terão que consertar a aliança com o avião voando

Alexandre Kalil intensifica ações para conseguir se manter como prefeito da capital mineira. Foto: Alem do Fato 01.08.2019

Alexandre Kalil, o ex-prefeito de BH, foto Amira Hissa /Ascom/PBH

Quem irá ceder primeiro? Essa é a pergunta do momento no campo político de Kalil e de Lula. O PSD de Kalil montou chapa puro-sangue, o que é ruim em termos de formação de alianças com outros partidos. Na busca de uma composição que o favorece, Kalil teria que sentar e dialogar par fazer a compensação necessária ao reconhecer o potencial de cada aliado.

O PT de Lula está até sendo muito generoso com Kalil. Apoia a pré-candidatura dele no momento em que Lula está por cima, na liderança, ou seja, não estaria precisando do apoio do ex-prefeito. O petista está pensando lá na frente para ter um palanque forte em Minas. E mais, não está exigindo a vaga do senador na chapa, que já ocupado por Alexandre Silveira, atual senador.

Está pedindo para formalizar aliança para governador, deixando-o solteiro na disputa por senador. Os petistas dizem que consultarem o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que é possível a convivência legal com dois candidatos a senadores. Fica aí então a construção dessa engenharia política e eleitoral. O PSD teme pelo futuro de seu candidato a senador. O PT também cobra uma manifestação do PSD nacional a favor da pré-candidatura de Lula ainda no primeiro turno. Como se vê, como não fizeram o deve de casa antes de montar a chapa, agora terão que com o avião já voando. Haverá riscos para alguns.

Time que está ganhando

Da parte de Zema, registra-se aqui a esperteza dos políticos tracionais, perto da infidelidade. Zema, em 2018, pediu votos para seu candidato do Novo, João Amoêdo, e para Bolsonaro e foi eleito com 70%.

Agora, talvez, a fórmula não funcione mais. O pré-candidato presidencial do Novo, Felipe Dávila, disse que Zema ficará neutro na disputa presidencial, ou seja, em cima do muro diante da polarização Lula e Bolsonaro e que o apoio à sua candidatura será quase uma neutralidade, já que representa 1% das intenções de voto.

O governador deve medir bem a situação diante dos riscos que a neutralidade poderá lhe trazer. Hoje, de acordo com as pesquisas gerais, Zema tá vencendo para governador e Lula a presidente em Minas. Diante disso, a nova senha entre Zema e aliados é a seguinte: não mexer em time que está ganhando.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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