AGE aprova elevação de ganhos de procuradores do Estado aos do STF AGE aprova elevação de ganhos de procuradores do Estado aos do STF

AGE aprova equiparação de ganhos de procuradores do Estado aos do STF

  • por | publicado: 26/05/2021 - 17:36 | atualizado: 27/05/2021 - 01:28

Zema e secretários que integram o comitê financeiro do Estado, foto Gil Leonardi/ImprensaMG

O Comitê Financeiro (Cofin) do governo Zema, que reúne quatro secretários de Estado, está com um pepino nas mãos. Reajustar ou não os ganhos (subsídios) dos procuradores do Estado, equiparando-os em 100% aos dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Ou seja, advogados públicos e procuradores do Estado passariam a ganhar R$ 39.293,32 (trinta e nove mil, duzentos e noventa e três reais e trinta e dois centavos).

A decisão final será avaliada pelos secretários Gustavo Barbosa (Fazenda), Luiza Barreto (Planejamento e Gestão), Igor Etto (Governo) e Mateus Simões (Secretaria Geral). Eles integram o Cofin que define quais as despesas novas serão acrescidas aos gastos gerais da administração.

Apeminas recorreu à Advocacia Geral

No último dia 23 de abril, a Advocacia Geral do Estado deu parecer favorável ao requerimento formulado pela Apeminas (Associação dos Procuradores do Estado de Minas Gerais). A Associação pleiteou“a imediata concessão e pagamento do teto salarial em harmonia com a sistemática constitucional e para se adequar à interpretação conferida pelo STF, qual seja 100% do subsídio dos Ministros do STF”.

Confira trecho do parecer que conclui pela aprovação da AGE: “À vista do exposto, opina-se pela viabilidade jurídica da adoção, para os Procuradores do Estado, do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, em sua totalidade, como teto remuneratório, observada a necessidade de submissão dos honorários de sucumbência e outras parcelas de natureza remuneratória a esse limite.

Extensão a aposentados

Recomenda-se que o mesmo parâmetro seja utilizado para os Procuradores do Estado inativos, alcançados pelas regras da paridade e integralidade”, diz o relatório, estendendo aos aposentados o mesmo benefício.

A AGE sustentou, no parecer, que o STF, no julgamento da ADI 6.053 (acórdão publicado em 17/07/2020), consolidou posição jurisprudencial. O que dizia? Que o teto remuneratório dos advogados públicos deve ter por referência o subsídio dos ministros do STF. Informa ainda que vários estados já adotam o parâmetro descrito.

Dentro do Cofin, especula-se que, pelo menos, o secretário Mateus Simões (Novo) seria favorável à concessão. Por outro lado, há preocupação com o efeito cascata sobre outras carreiras do Estado.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Cristiano Gattay

Pois é, né Zema – mais dos mesmos anteriores! Aos que detêm algum poder… tudo! Polícias, professores, fiscais etc têm mais é que fazer greve mesmo, parar tudo! Pra nata tem dinheiro em caixa, né! Para os outros, desculpinha básica – safado!