Avaliação negativa da saúde impõe queda na aprovação de Kalil

Oposição vai tentar usar chuvas em BH para tentar abalar imagem de bom gestor do prefeito Alexandre Kalil. Foto Guilherme Dardanhan/ALMG

Oposição vai tentar usar chuvas em BH para tentar abalar imagem de bom gestor do prefeito Alexandre Kalil. Foto Guilherme Dardanhan/ALMG

Não é sem razão a reação do prefeito Alexandre Kalil (PSD) com os atrasos de repasses do governo estadual com a capital mineira.

A avaliação do prefeito caiu, nos últimos 60 dias, de 54% para 49%. Aumentou também aqueles que o avaliam como regular, passando de 34% para 39% na última rodada. Em ambos os casos, a diferença é de cinco pontos percentuais, que migraram de um grupo de avaliação para outro.

Se levada em conta a faixa etária entre 60 e 75 anos, a queda ainda é maior, de oito pontos percentuais, e entre os que possuem ensino médio, passando de 55% em maio para 48% em julho.

Outro destaque para a piora no desempenho de Kalil está no cidadão que se identifica como de “esquerda”, em termos de posicionamento político: em maio, eram 61%, caindo para 50% em julho.

Tudo somado, a principal razão está no desempenho dos serviços de saúde pública, que apresenta a pior avaliação: 59% reprovam.

Na terça (30), Kalil condicionou a adesão da PBH ao acordo com o governo Romeu Zema (Novo) ao pagamento de R$ 100 milhões de atrasos no repasse a Saúde. Pelo acordo mencionado, referente aos atrasos nos repasses de impostos (ICMS e IPVA), a Prefeitura de Belo Horizonte tem a receber cerca de R$ 500 milhões, se aderir, mas em 33 parcelas a partir de janeiro do ano que vem.

Os dados são de pesquisa do instituto Quaest (de 4 a 7 de julho), contratada pela CDL/BH, e divulgada pelo jornal Estado de Minas, no último domingo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Política

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