‘Diplomatas’ de ocasião de Sarney, Itamar, FHC e Lula

  • por | publicado: 18/07/2019 - 14:06

Sarney, Itamar, FHC e Lula não foram linchados como Jair Bolsonaro, que quer o filho em Washington vizinho de Donald Trump

Por décadas, debruçados em balcões das farmácias e de produtos agrícolas e veterinários, o brasileiro não tinha dúvidas: “Se é Bayer, é bom”. A força do marketing em cima do slogan, criado em 1930, pelo laboratório fundado na Alemanha, deu à marca a crença popular. Era quase uma reza. Pois bem. Na velocidade cósmica das redes sociais, surge na politica brasileira uma lei virtual: se é Bolsonaro, é ruim! Retrato das polêmicas geradas, o presidente Jair Bolsonaro encara um plebiscito por dia. Na pauta: transformar o filho Eduardo em brasileiro Nº 1 nos EUA. Não é diplomata. Mas falaria inglês e espanhol, o que, no julgamento do pai, seria o suficiente para superar todos quesitos do Itamaraty exigidos em perfil para embaixador em Washington.

Festa dos políticos ‘diplomatas’

Caído na cadeira de presidente para transição ditadura-democracia (1985), José Sarney (vários partidos) nomeou o jornalista e politico (PMDB) José Aparecido de Oliveira embaixador em Lisboa. O sociólogo e então senador (PSDB) Fernando Henrique Cardoso virou Chanceler de Itamar Franco. Sentado na cadeira do Planalto, FHC retribuiu: Itamar, engenheiro e político (vários partidos), foi ser embaixador em Lisboa (Portugal) e Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington. No Governo Lula, o político mineiro abocanhou outro sonho de consumo na chancelaria brasileira: Roma (Itália). Ainda no Governo Lula, o jornalista e politico (PT) Tilden José Santiago foi para embaixada de Havana (Cuba). Os ex-presidentes não foram linchados!  

STF pega carona nessa Embaixada

A indicação para a mais cobiçada praça diplomática do planeta, é o principal cavalo-de-batalha de Bolsonaro. Hoje, nota da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, deu espírito coletivo a manifestações isoladas dentro Supremo Tribunal Federal: “STF pode barrar indicação de Eduardo Bolsonaro à embaixada nos EUA. O Judiciário silenciou no passado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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