Europa avança nos trens a hidrogênio; aqui, abafa na Valec

  • por | publicado: 22/11/2021 - 13:22 | atualizado: 25/11/2021 - 09:15

O Grupo Alstom e a Eversholt Rail também fecharam contrato para desenvolver a primeira frota de trens a hidrogênio do Reino Unido – Imagem: Alstom/Divulgação

Os grupos franceses multinacionais Alstom (mobilidade metroferroviária) e Hynamics (EDF – eletricidade) deram passo concreto na pauta de descarbonização da atmosfera. Poucos dias após a COP-26, na Escócia, firmaram acordo para soluções na otimização de reabastecimento nos futuros trens de passageiros movidos a hidrogênio.

Na quinta-feira (18/11), as partes fixaram como principal meta a diminuição do tempo nas paradas de reabastecimentos dos trens. Essa espera, portanto, seria um dos incômodos tanto para as empresas ferroviárias quanto passageiros, que estrearam na Europa em setembro de 2018.

Norma para o reabastecimento dos trens

Em um dos laboratórios de P,D&I da Électricité de France, será criado um “circuito de enchimentos”: estação de produção de hidrogênio, um compressor de até 450 bar e vários racks de armazenamento. Os técnicos, no momento, trabalham com a modelagem, cálculo e simulação. A previsão da Alstom, líder mundial em mobilidade sustentável e inteligente, e EDF é a de realizar testes a partir de 2022.

A meta das duas empresas, então, é a de criar “norma internacional de reabastecimento” com um limite na parada dos comboios para recargas de hidrogênio.

No momento, além das empresas da França, a Siemens e a Deutsche Bahn, na Alemanha, e a Hyundai Rotem (licenciada da Hyundai Motor), também avançam na engenharia para soluções de locomotivas a hidrogênio.

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Guedes apontou corrupção na Valec

Enquanto, isso, no Brasil, o setor ferroviário vive fora dos trilhos.

Uma semana após o ministro da Economia, Paulo Guedes, apontar “centro de corrupção” na Valec, o Governo Bolsonaro não esboçou qualquer reação. Isso, provavelmente, pelo incômodo de a estatal ferroviária ser quintal político do PL. E este é partido que deverá abrigar o presidente Jair Bolsonaro na campanha de 2022.

Guedes pediu fechamento da Valec. Mas, tem seus problemas também – Foto Reprodução TV Câmara

A Valec é, por sua vez, vinculada ao Ministério da Infraestrutura (antigo Transportes).

As acusações do ministro foram durante visita de Bolsonaro aos Emirados Árabes Unidos (EAU). Guedes pediu, até mesmo, o fechamento da Valec. O ministro ainda envolveu nas mesmas críticas a Estruturadora Brasileira de Projetos (EBP), outra estatal federal do setor.

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Contra Guedes, uso de offshore

Mas, o ministro Guedes, de sua parte, não vive bons momentos. Ainda, anda às voltas, por exemplo, com a investigação de sua empresa offshore e contas nas Ilhas Virgens, um paraíso fiscal. A audiência para se explicar, na Câmara dos Deputados, passou por remarcações de datas, mas não foi engavetada.

Com o retorno dele, a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço da Câmara deverá, portanto, definir nova convocação. Porém, o ministro quer encerrar a novela. Pede, então, que a Comissão considere suficiente a documentação enviada, dia 9. Para ele, portanto, a papelada comprovariam que as denúncias de ilegalidade nos negócios não procedem.

Deixou a filha tocando as contas

O pedido do ministro foi anterior à viagem com Bolsonaro.

Entretanto, na semana passada, especificamente na terça-feira (16/11), surgiram novas denúncias. Uma delas, do deputado Elias Vaz (PSB-GO), acende outra fogueira no caso. O parlamentar acusa Guedes de ter omitido, por exemplo, ao Governo que, em ato contínuo ao afastamento da offshore, passou o comando à filha.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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