Ex-presidente do Novo diz que Zema errou ao conceder reajuste a policiais

  • por | publicado: 10/03/2020 - 05:44 | atualizado: 9/03/2020 - 23:58

Zema e Amoêdo estavam alinhados na campanha eleitoral, foto site do Novo

Depois de deixar o comando do partido Novo, na quinta (5), o ex-presidente João Amoêdo criticou a decisão do governador Romeu Zema de conceder aumento aos policiais. “O partido separa muito a gestão da atuação partidária e a gestão pública. Mas o entendimento do Novo, que tem uma preocupação muito grande com responsabilidade fiscal, é que houve um erro que foi depois exacerbado com os aumentos das outras áreas. Apesar de ele estar fazendo um bom governo, houve um erro do Zema ali”, apontou Amoêdo.

Ex-candidato a presidente em 2018, Amoêdo disse ainda que não faria sentido dar o reajuste de 41,7% aos policiais diante da crise fiscal. “Com as contas como estavam, não faria sentido dar aumento”, disse ele em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo. Disse ainda que abriu do cargo de presidente do Novo para que houvesse renovação.

Secretários vão explicar o adiamento da sanção

Nesta terça (10), três secretários de Estado foram convocados para falar sobre o futuro dos reajustes aos servidores, em especial os da segurança pública. Eles serão cobrados, em audiência na Comissão de Segurança Pública, sobre a confirmação de recomposição salarial de 41,74% dada aos policiais.

O governador Romeu Zema (Novo) passou seis meses negociando com as lideranças do setor. Em seguida, decidiu enviar à Assembleia Legislativa proposta de reajuste ao custo de R$ 9 bilhões. A Assembleia aprovou o projeto e estendeu o reajuste para todos os servidores, ampliando os gastos em R$ 20 bilhões. Apesar da aprovação, há 20 dias, o governador ainda não sancionou o projeto. Ele tem até o dia 17 par decidir.

Zema recebe pressões de todos os lados

De lá pra cá, Zema tem sido pressionado por aliados e pelo próprio partido a vetar os reajustes. Como não obteve resposta, o partido Novo recorreu ao STF para suspender o reajuste. Os sucessivos fatos e o silêncio de Zema aumentaram a incerteza e ansiedade entre os servidores.

Estão convocados os secretários de Governo, Bilac Pinto; o de Planejamento, Otto Levy, e o de Justiça e Segurança Pública, Mário Lúcio Alves de Araújo. O requerimento de convocação é dos deputados ligados aos policiais mineiros. Otto Levy não irá participar, pois viajou aos EUA em viagem particular.

“Esperamos que eles informem em que dia o governador irá sancionar a proposição ou então digam o que ele vai aguardar para fazer isso”, afirmou o deputado Sargento Rodrigues.

Secretário de Zema viaja aos EUA antes da definição do nióbio e dos reajustes

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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