Governo quer convencer deputados e população que Cemig já foi privatizada

Decisão sobre privatização de empresas estatais terá que passar pelo plenário da Assembleia Legislativa. Foto - Sarah Torres/ALMG

Decisão sobre privatização de empresas estatais terá que passar pelo plenário da Assembleia Legislativa. Foto - Sarah Torres/ALMG

Preparando-se para enfrentar uma batalha na Assembleia Legislativa em torno da privatização da Cemig e Copasa, o governo Zema vai começar a vender a ideia de que, pelo menos no caso da empresa de energia elétrica, ela não pertence mais ao governo mineiro.

Hoje, o governo de Minas tem pouco mais de 17% das ações da empresa (veja na imagem, em destaque em amarelo, de página retirada do site da empresa). O setor privado detém 77% da companhia e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e social (BNDES) tem aproximadamente 5,5%.

Composição acionária da Cemig, conforme página no site da empresa.
Composição acionária da Cemig, conforme página no site da empresa.

Caso consiga vencer as resistências e vender a empresa, a expectativa do próprio governo é arrecadar, com o percentual que detém, cerca de R$ 3,8 bilhões. Com esse dinheiro, o Executivo só consegue pagar a folha do funcionalismo de um mês (que é hoje de R$ 2,5 bilhões líquidos, conforme informações da secretaria estadual de Planejamento).

Entre os críticos da ideia de vender a estatal, que foi fundada em 1952 por
Juscelino Kubitschek, esse é também um dos principais argumentos. Ou seja, o governo vende, fica sem a empresa e o dinheiro arrecadado nem de longe vai não ajudar Minas a sair do buraco financeiro em que se encontra.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Política

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