Militar critica vice-governador por usar Hospital PM sem convênio

O tenente-coronel Domingos Sávio de Mendonça (cel. da PMMG), foto Luiz Santana/ALMG

Em live em sua página no Facebook, o tenente-coronel reformado Domingos Savio de Mendonça disse, nesta segunda (9), que o vice-governador Paulo Brant (Novo) fez fisioterapia no Hospital da Polícia Militar (HPM), mantido pelos policiais militares, sem ser conveniado. O tratamento foi feito após acidente em uma das mãos.

Sobre o assunto, a assessoria do vice-governador informou que ele buscou atendimento no Hospital Mater Dei, por meio de seu plano de saúde, e que o tratamento teve continuidade com o mesmo médico, que também atende pelo Hospital Militar.

Em campanha aberta por reposição salarial da tropa, Mendonça abriu dissidência na atuação associativa dos policiais militares. No dia 23 de agosto último, chegou a ameaçar de morte o governador Romeu Zema (Novo) por não atender às reivindicações da categoria.

Investigado pela Polícia Civil, Mendonça poderá até ser expulso da corporação (perda da carta-patente). Após a repercussão do episódio, ele se retratou. Ainda assim, manteve o tom de defesa radical do que chamou de direitos das forças de segurança estadual.

Norma que limita consultas é criticada

Ao defender assistência à saúde integral para os militares, criticou resolução do Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas (IPSM) que limitou em seis o número de consultas por pessoa pelo sistema de coparticipação. Por ele, o conveniado paga 25%. Acima de seis consultas, o pagamento deverá ser de 100% da consulta.

“Quando a pessoa adoece, às vezes, precisa de mais de seis consultas. O cara tá doente, você ainda vai atacar o dinheiro dele?”, disse ele, ao elogiar a qualidade dos serviços do Hospital Militar e questionar o atendimento feito ao vice-governador sem ser conveniado.

Pagamento de contribuição das pensionista

Ainda sobre o déficit previdenciário, criticou o fato de as pensionistas não pagarem assistência à saúde. “Elas deveriam pagar, um pouco, uns 3%. Porque, quando o militar morre, a pensionista tem aumento de 8,5%, porque para de descontar o IPSM delas”, apontou.

Mesmo fora das entidades associativas, ele está convocando, pelas redes sociais, a tropa para mobilização no dia 16 próximo, na mesma hora em que as associações e deputados ligados ao segmento participam de negociações sobre as demandas com o governo estadual.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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