Partido aposta em fundo milionário para financiar candidatos em 2020

Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar; partido pode ter meio bilhão para as eleições municipais de 2020. Foto - Câmara dos Deputados/Divulgação

Presidente nacional do PSL, Luciano Bivar; partido pode ter meio bilhão para as eleições municipais de 2020. Foto - Câmara dos Deputados/Divulgação

Para embalar o sonho do PSL de conquistar grandes colégios eleitorais em Minas na eleição municipal do próximo ano, como informou o site Além do Fato, a legenda está apostando nos recursos milionários do Fundo Partidário. Isso porque o partido pode ter, em 2020, quase meio bilhão de reais (R$ 480 milhões) de financiamento público.

Esse valor representa um crescimento estratosférico de 2.644% no recurso que a legenda, até então no rol das nanicas, teve na eleição de 2018, que foi de R$ 17,5 milhões. O que explica crescimento tão fenomenal?

No rastro de Jair Bolsonaro, o partido, que só tinha um deputado federal, elegeu 52 parlamentares para a Câmara em 2018. E como o número de deputados federais é o critério que mais pesa na distribuição nos recursos do fundo partidário, o PSL pode ter esses R$ 480 milhões para investir nas suas candidaturas no próximo ano.

Para que o partido receba esse caminhão de dinheiro, entretanto, o Congresso ainda precisa aprovar proposta do relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Cacá Leão (PP-BA). Ele propôs aumentar o fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão de 2018 para R$ 3,7 bilhões em 2020. Há boa chance, pois a proposta conta com a simpatia do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM).

Mesmo que o valor não seja exatamente esse, já se sabe que a verba vai crescer e o PSL ficará com a maior fatia do fundo eleitoral, seguido por PT, MDB e PSDB.

Candidaturas laranjas

Para relembrar, o PSL do presidente Bolsonaro está sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público depois que o jornal Folha de S. Paulo denunciou um esquema de candidaturas laranjas em Minas e em Pernambuco, na eleição do ano passado. Em Minas, o partido era presidido, até o ano passado, pelo ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Pernambuco é o Estado do presidente nacional da legenda, Luciano Bivar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Daniel Tadeu

Na hora de criar fundos para sustentarem partidos, não existe base aliada nem oposição,
com exceção do Partido NOVO ( que não é das coisas mais inovadoras que temos) nenhum outro partido é sustentável, e nenhum deputado é contra gastar esses valores absurdos que poderiam ser aplicados em coisas mais importantes.
Aí como resultado disso, temos casos como a nossa queridinha do momento, Tábata Amaral gastando 23 mil reais para pagar o namorado para trabalhar na campanha dela, candidaturas laranja, aluguel das casas de primos etc…

Daniel Tadeu

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com exceção do Partido NOVO ( que não é das coisas mais inovadoras que temos) nenhum outro partido é sustentável, e nenhum deputado é contra gastar esses valores absurdos que poderiam ser aplicados em coisas mais importantes.
Aí como resultado disso, temos casos como a nossa queridinha do momento, Tábata Amaral gastando 23 mil reais para pagar o namorado para trabalhar na campanha dela, candidaturas laranja, aluguel das casas de primos etc…