Por medo de policiais e professores, deputados tiram estados da reforma

Deputado Newton Cardoso leva mimos a Bolsonaro, foto Divulgação

Em defesa das críticas, alguns deputados federais mineiros apresentaram suas justificativas sobre o distanciamento deles dos assuntos de interesse do estado.

Deputados estaduais acusam federais de pensar só na reeleição deles

O medo da reação de policiais e professores, as duas maiores categorias de servidor estadual, às mudanças na aposentadoria foi admitido pelo deputado federal Rodrigo de Castro (PSDB). E qual é a razão do medo: o de perder a reeleição daqui a três anos.

“Eu vou votar favorável, mas a maioria aqui tem medo de votar por causa de policiais e professores; e pensam assim, porque os deputados estaduais não votam isso lá?”, cobrou Rodrigo de Castro, observando ainda que, se o governo federal apoiar, a reinclusão dos estados na reforma “vai pra frente”.

No caso da Lei Kandir, disse que há oposição da bancada ruralista porque ela seria impactada na importação de fertilizantes e que não há empenho do Governo federal para a reposição. “Além do que a maioria dos estados não foi afetada pela Lei Kandir”, apontou Castro.

Reposição não virá “pelos belos olhos dos mineiros”

Já o deputado Newton Cardoso Jr., presidente estadual do MDB, defendeu-se dizendo que a reposição das perdas só poderá acontecer pela via judicial. “Pelos belos olhos dos mineiros, nunca”. Já a inclusão do estado na reforma da previdência, disse que “está nas mãos do governador, que precisa agir”. A referência é um recado para Romeu Zema (Novo). Ilustrando seu pensamento, enviou foto dele com o presidente Bolsonaro: “Único jeito é assim, com articulação”, acrescentou

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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