Vazamentos da Lava Jato não foram até hoje investigados pela PF e Moro

O ex-juiz Sérgio Moro vem acumulando reveses desde que deixou o Ministério da Justiça. Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ex-juiz Sérgio Moro vem acumulando reveses desde que deixou o Ministério da Justiça. Foto - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Mais uma revelação feita pelo site Intercept confirmou, nesta segunda (20), os consecutivos vazamentos feitos pela Operação Lava Jato. O objetivo da ação era influenciar as investigações contra acusados e até decisões políticas do governo federal, entre outros.

As mensagens entre eles começaram a ser publicadas em junho passado pelo The Intercept e outros veículos. Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, e outros contestam a autenticidade das mensagens, sem, no entanto, apontar o que seria falso ou verdadeiro. Ainda assim, até hoje, a Polícia Federal, comandada pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro, sequer abriu investigação sobre isso.

Por outro lado, a mesma PF foi ágil na investigação das invasões de celulares de autoridades da República. Chegou até a fazer acordo de delação com um dos hackers acusados de roubar e vazar mensagens de integrantes da Operação Lava Jato.

Impedir indicação no Banco do Brasil

De acordo com o Intercept, o procurador Deltan Dallagnol teria trabalhado em conjunto com o site O Antagonista. O caso revelado, nesta segunda (20), teve o objetivo de impedir que Ivan Monteiro assumisse a presidência do Banco do Brasil em 2018.

A notícia faz parte da chamada Vaza Jato e veicula série de mensagens atribuídas a Dallagnol e outros procuradores da operação. Envolve ainda os editores Diogo Mainardi e Claudio Dantas, responsáveis pelo site O Antagonista.

Segundo a notícia, à época, o futuro ministro Paulo Guedes pensava em convidar Monteiro, ex-presidente da Petrobras, para chefiar o Banco do Brasil. De acordo com a reportagem, o nome não agradava os procuradores da operação Lava Jato, que procuraram evidências que implicassem o executivo.

Houve troca de mensagens entre eles para comprometer o nome do executivo. Monteiro era tido como próximo a Aldemir Bendine, ex-presidente do BB e da Petrobras preso pela operação Lava Jato.

Lista de casos confirma parceria e favorecimento

Como esse, outros vazamentos acentuam a extensa parceria entre o site e a Operação Lava Jato em vários outros episódios de investigação. Ao garantir que a colaboração entre eles era intensa, o Intercept divulgou lista de casos. Em todos os vazamentos da Operação ao site, o objetivo era influenciar decisões políticas e as próprias investigações.

De acordo com os vazamentos de agora, a relação entre procuradores e O Antagonista era desaprovada pelos assessores de comunicação da Operação. “Antagonista não é site jornalístico, é um blog de opinião”, teria afirmado um deles.

A força-tarefa contesta e garante que “não há qualquer favorecimento ou privilégio no fornecimento de informações. Afirmou também que as mensagens que são atribuídas à força-tarefa têm sido usadas de modo descontextualizado ou deturpado. “Para fazer acusações que não correspondem à realidade”, defendeu-se.

“Monte de bobajarada”

Essa foi a expressão pelo ministro Moro para criticar a Vaza Jato. “Sempre achei um monte de ‘bobajarada’. Nunca entendi direito a importância daquilo”, disse, minimizando as reportagens inicialmente publicadas pelo site Intercept durante entrevista ao Roda Vida, nesta segunda (20).

Popularidade de Moro desagrada Bolsonaro e seu ministério corre risco de ser esvaziado

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments

Subscribe
Notify of
guest
9 Comentários
Oldest
Newest Most Voted
Inline Feedbacks
View all comments
Paulo Toscano

Deviam apoiar Moro e o Brasil, mas a unica intensão de desmoralizar com reportagens tendenciosas. Imprensa lixo

Marcelo Neri

Esse veículo já deixou de ser jornal, virou um pasquim a serviço da esquerda, se fechar não faz falta alguma!

R LV

Investigar o quê? Um monte de inverdades, editadas conforme já confessado pelos hackers, alem de obtidas de girma ilícita. O que esse jornal e esse jornalista esquerdista querem?
Chora PETRALHADA.

Ricardo

Leio isso aqui por simples curiosidade. Lixo. Pasquim vermelho estrelado. Investigar fofocas? Vocês estão colocando crianças para assinarem pelo jornal?

antonio matapetê

Se fosse algo que mereceria crédito, certamente seria investigado. Em se tratando dessa corja de bandidos, travestidos de jornalistas e negociantes de criptomoeda, basta o desprezo e esquecimento.

Gilney

Saudade da época que o Estado de Minas era realmente o jornal dos mineiros. Tinha muito mais credibilidade e era muito mais imparcial. Hoje está inundado de uma gurizada esquerdista recém saída da faculdade.

Gilney

Sem contar o exercito de estagiários.

Leo

O site Uai é medíocre. Tempos bons, remotos, época em que o Estado de Minas preocupavam realmente com os Mineiros. É incrível como vocês são PARCIAIS!
A população já deixou de ser “boba” e identificam veículos de comunicação como vocês, medíocres e hipócritas.
Como mineiro, possuo asco de vocês.

Dourado Brasilis

Lava Jato fez história: aceitem que dói menos.