Alguns aspectos chamam atenção na Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas da holding Alpargatas S.A. realizada nesta segunda (19/05). A companhia é um negócio das famílias Setúbal e Moreira Salles, controladoras do Grupo Banco Itaú Unibanco.
Os acionistas (todos on-line) participantes representaram 97,08% das ações ordinárias, ou seja, com direito a voto. Entre os detentores das ações preferenciais, sem direito a votos, eram 61,47%. Os acionistas presentes, portanto, representaram 79,31% do capital total.
Os acionistas da Alpargatas aprovaram, entre outros itens, o Orçamento para o atual exercício fiscal, de R$ 220,6 milhões. Outro fato que sobressai na ATA da AGO é o trato qualitativo imprimido aos investimentos na companhia, distribuídos assim:
- R$ 143,1 milhões (64,8%) para “projetos ligados à sustentação da operação”;
- R$ 28,4 milhões em “projetos que visam a redução de custos e ganho de eficiência”; e,
- R$ 49 milhões para “projetos com foco no crescimento da Companhia”.
Alpargatas reverteu prejuízo de 2023
Em 2024, a Alpargatas teve crescimento nominal de 10% sobre as receitas de vendas e serviços consolidadas de 2023, para R$ 4,108 bilhões.
A companhia fechou o balanço das demonstrações dos resultados com lucro líquido de R$ 107,4 milhões. O resultado, portanto, representou reversão do prejuízo, em 2023, de R$ 1,8 bilhão. Os acionistas, sem dificuldades, então, cobriram o rombo do exercício anterior.
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