Populismo de Lula sem Oscar - Além do Fato Populismo de Lula sem Oscar - Além do Fato

Populismo de Lula sem Oscar

  • por | publicado: 16/03/2026 - 13:06

Lula deposita na Seleção do italiano Ancelotti expecatativa de bonificação política vinda da Copa do Mundo. Governos do PT nunca comemoram um título mundial de futebol pelo Brasil - Crédito: Facebook do Real Madrid C.F.

A simpatia e reverências políticas do ator e cineasta Wagner Moura ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) são conhecidas. O petista contava, portanto, que “O agente secreto” levantasse alguma estatueta do Oscar, premiação da maior academia mundial do cinema. 

Wagner Moura e companhia concorreram em quatro categorias oferecidas pela Academia de Ciências e Artes Cinematográficas de Hollywood. Mas retornam de mãos vazias. Se trouxessem na bagagem uma estatueta, ao menos, o Plalnalto entrava em êxtase. Lula cobriria a rampa com tapete vermelho para subida ruidosa do elenco.

Mas não haverá o sonhado beija-mão pomposo.

O “O agente secreto” traz no enredo pinceladas políticas da ditadura militar. Na hipótese de algum sucesso ontem (15/03), na glamourosa noite de Los Angeles (EUA), emendaria, pois, o climão político do Oscar em 2025. 

No ano passado, “Ainda estou aqui” trouxe a estatueta de melhor filme internacional. Foi dirigido por Walter Salles. O filme com Wagner Moura concorreu nas categorias melhor elenco, filme internacional, ator e melhor filme.

Cabo eleitoral com menos brilho

Lula, portanto, terá em Wagner Moura um cabo eleitoral sem o brilho de um Oscar. O prêmio daria um plus à presença dele em recepções e palanques do calendário do PT nas eleições e outubro.

Sem Oscar, toca bola para Ancelotti

O petista, todavia, não jogou a toalha. Agora aposta na Copa do Mundo suas expectativas por um empurrão popular extra. A Copa do Mundo da Fifa será, em julho, nos países da América do Norte. A bola petista está, então, com o técnico italiano Carlo Ancelotti, atual treinador da Seleção Brasileira. 

Repetirá o ditador Médici?

Resta saber se a exemplo do ditador-general Emílio Garrastazu Médici, Lula meterá o bedelho. Se vai querer, por exemplo, escalar Neymar, atacante do Santos. Este, por enquanto, está fora dos planos do atual técnico.

Em 1970, o jornalista e técnico João Saldanha se recusou a acatar ordem do general, para convocar Dadá Maravilha, atacante do Atlético Mineiro. Foi demitido.

Saldanha era do PCB

Saldanha era filiado ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Tinha, portanto, posturas claras de oposição à ditadura militar.

A Seleção, sem sofrer uma só derrota nas eliminatórias, estava classificada para o Mundial do México. As “feras” do Saldanha marcaram 23 gols em seis partidas. Mesmo assim, a ditadura não queria Saldanha, conhecido como o “João Sem Medo”.

Zagalo atendeu ao ditador

 A então CBD (atual CBF) o substituiu por Zagalo. O time estava pronto, mas o novo treinador convocou Dario. Durante toda a Copa, entretanto, o atleticano sequer foi listado para o banco dos reservas uma só vez.

Lula já deu pitaco

Em 26 de janeiro, Ancelotti acompanhou o presidente da Fifa, Gianni Infantino, até o Planalto. Ouviu pitacos do petista.

LEIA sobre escândalos do Banco Master: fraudes e elos no Judiciário, Legislativo e Executivo.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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