Irani entra em geração comercial de energia

  • por | publicado: 21/06/2023 - 14:50 | atualizado: 27/06/2023 - 11:14

Fábrica catarinense tem experiência na geração desde os anos da década de 1940. Imagem ilustrativa da fábrica da Irani em Vargem Bonita (SC). Publicação autorizada pela assessoria de imprensa para ALÉM DO FATO. Crédito enviado: Cristyofer de Oliveira/Divulgação/Irani

A indústria de papel e papelão Irani Papel e Embalagem S.A. ingressará na produção comercial de energia elétrica. Produzirá, então, para consumo em suas fábricas e comercialização. A proposta da diretoria será submetida aos acionistas, em AGE, dia 12 de julho. O novo negócio implicará, portanto, em alteração do objeto do Estatuto Social.

Irani é companhia de capital aberto, ou seja, com ações do capital listadas na Bolsa de Valores B3 e sede em Porto Alegre (RS). A fábrica foi fundada em 1941, em Vargem Bonita (SC). O capital da empresa é controlado pelo Grupo Habitasul e figura entre líderes no segmento de papelão no mercado interno.

A companhia tem histórico em geração energia hidrelétrica desde 1945 (Usina Flor do Mato). E também em cogeração, ou seja, aproveitamento de fonte no processo da obtenção da celulose. Na semana passada, por exemplo, a Irani anunciou aumento na cogeração, via “caldeira de recuperação química”. O equipamento proporcionará aumento de 56% na geração própria de energia.

Entretanto, as instruções para a AGE, enviadas aos acionistas, o item “Efeitos econômicos e jurídicos” destacam as pequenas centrais hidrelétricas (PCH). E, além disso, faz menção aos procedimentos de outorga na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os acionistas, portanto, decidirão sobre nova fase. A ordem do dia da AGE é: “i. Alteração do artigo 3°, caput, do Estatuto Social da Companhia para acrescentar novas atividades ao seu objeto social, com sua respectiva consolidação”. E será apreciado, então, o seguinte acréscimo ao Estatuto: “e g) geração de energia elétrica, para uso próprio e comercialização”.

Controle acionário e resultados

Vista da fábrica de Vargem Bonita (SC). Publicação autorizada – Crédito: Cristyofer de Oliveira/Divulgação/Irani

O capital subscrito e integralizado da Irani é de R$ 566,8 milhões. Os principais acionistas são: Irani Participações S.A. (40,07%), Habitasul Desenvolvimentos Imobiliários S.A. (8,97%) e Companhia Habitasul de Participações (6,64%). No mercado estão pulverizados 42,35% das ações, e, em tesouraria, 1,96%

O complexo fabril da companhia está em quatro estados. Duas plantas ficam em Vargem Bonita (SC). Outras três distribuídas por Indaiatuba (SP), Balneário Pinhal (RS) e Santa Luzia (MG).

No 1T23, as receitas somaram R$ 406, 8 milhões, mesmo nível do 1T22 (R$ 407,9 milhões). O lucro líquido, todavia, encolheu 27%, para R$ 82 milhões, na comparação de mesmos períodos.

Recuperou créditos de PIS e Cofins

Irani comunicou, na segunda (19/06), ao mercado que obteve êxito em uma das demandas contra União. No caso, o reconhecimento do “direito de crédito de sobre aquisição de aparas” (de papel).

Essa ação judicial proposta pela companhia transitou em julgado naquela data. A decisão favorável reembolsará, portanto, a Irani em “aproximadamente R$ 220 milhões”.

O ingresso desses recursos extras, entretanto, não será de imediato. “… deverá ocorrer nos próximos 2 anos via compensação com tributos federais”, observou a Irani.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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