Aposta da Klabin: inaugura fábrica e sobe investimentos

Fábrica da Klabin, de Monte Alegre, onde a empresa começou a produzir em 1946 - Foto: Divulgação

Depois do Grupo Gerdau (siderurgia), outro conglomerado líder de segmento, Klabin S.A., manifesta otimismo: elevará os investimentos deste ano em R$ 2,6 bilhões. A decisão veio, portanto, às vésperas de criar fato inédito: inicio de operação, em julho, da primeira linha do mundo de produção de papel kraftliner (papel cartão) oriundo 100% de fibras de eucalipto.

O pioneirismo será no complexo industrial Puma, em Ortigueira (PR). A planta fornecerá fibras principal para celulose não branqueada integrada a uma máquina de papel kraftliner e kraftliner branco (white top liner). Essa linha produzirá 450 mil toneladas anuais. Assim, portanto, a Klabin conclui a primeira etapa do projeto Puma II, iniciada em 2019, de expansão da capacidade em papel para embalagem.

Em comunicado ao mercado, ontem (05/05), a empresa informa que o novo produto será comercializado com a marca Eukaliner®.

Troca máquina e adiciona R$ 2,6 bi

O mercado tomou conhecimento, em mesma mensagem, que o Conselho de Administração da Klabin aprovou a “atualização” do escopo da segunda etapa do Projeto Puma II. Mudou o perfil. Agora, portanto, instalará uma máquina para papel cartão. Isso, porém, exigirá esforço adicional de capital de R$ 2,6 bilhões

A Klabin salienta que, após estudos de engenharia e de mercado, optou por revisar a segunda etapa Puma II. Portanto, não será mais um projeto para construção de uma máquina para papel kraftliner (embalagem).

A nova máquina será integrada a uma linha de fibras complementar.

Como referência nessa mudança, a Klabin ponderou, por exemplo, o “crescimento esperado para o mercado de cartões, produto sustentável, impulsionado”.

O equipamento, cita a assinada pelo diretor Financeiro e de Relações com Investidores, Marcos Paulo Conde Ivo, terá capacidade para 460 mil t/ano. Operação prevista para 2023.

Klabin tem R$ 7 bi disponíveis

Como consequência da alteração de rota, o projeto Puma II custará em R$ 12,9 bilhões. Destes, R$ 5,8 bilhões, portanto, 45% do total, concluídos.

A Klabin planeja usar recursos próprios. Contudo, não descarta hipótese de complementação com linhas de financiamentos contratadas – R$ 7 bilhões.

Em 2020, a Klabin amargou prejuízo líquido de R$ 2,487 bilhões, revertendo, então, o lucro no ano anterior, de R$ 675 milhões. A companhia foi uma das poucas brasileiras a figurar na “A-List CPD 2020

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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