AEB se une ao IEA para ter novos foguetes suborbitais

  • por | publicado: 10/07/2020 - 07:53 | atualizado: 11/07/2020 - 12:25

Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão, de onde são lançados foguetes no Brasil - Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A Agência Espacial Brasileira (AEB) firmou, no último dia 2, pacote com o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), de São José dos Campos (SP), para receber foguetes suborbitais (voam até 600 km de altitude). A agência foi autorizada pela Força Aérea Brasileira (FAB) a levar empresas para lançamentos utilizando o Centro Espacial de Alcântara (CEA), na Base de Alcântara (MA). Portanto, a AEB planeja início isso em 2021.

O acordo com a AEB, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), foi assinado em maio. Ainda no primeiro semestre, a agência tornou público que tinha mais de dez manifestações de interesse. O IAE pertence ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), da FAB.

O Termo de Execução Descentralizada (TED) 015/2020, assinado dia 2, é verticalizado, abrange do conceito de engenharia aos testes com os foguetes. “Objeto: Desenvolvimento de tecnologias e soluções de engenharia, fabricação e ensaios em solo de sistemas e subsistemas de uma família de novos protótipos de foguetes suborbitais, bem como de dispositivos e meios de solo para testes e lançamento”. O valor definido no acordo, para vigorar até 31 de dezembro, é de R$ 400 mil.

AEB quer fixar internacionalização

A AEB acredita na possibilidade de transformar a Base Alcântara, por suas condições favoráveis, em “janela de acesso ao espaço do Hemisfério Sul”. Portanto, concorrendo com a Guiana Francesa, que tem o Espaçoporto de Kourou. De acordo com Uol, o mercado espacial internacional gira nos US$ 350 bilhões. Mas, em duas décadas, chegaria a US$ 1 trilhão. E que a meta “conservadora” do Brasil seria, por exemplo, abocanhar 1%, ou seja, US$ 10 bilhões.

INPE: patente no controle de calor

No dia 23 de junho, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) obteve patente (PI 0905162-7) para um “dispositivo de controle térmico, com aplicação espacial“. O protótipo do “Interruptor de Calor Multifase” é 100% de tecnologia nacional. “Uma das tarefas do projeto de um satélite é manter a temperatura de seus equipamentos eletrônicos dentro de limites operacionais, muitas vezes bastante estreitos”, informa o MCTI sobre a aplicação do interruptor.

FAB: R$ 50 mi em manutenção

Nos próximos cinco anos, a Dallas Airmotive Manutenção de Motores Aeronáuticos Ltd dará suporte logístico em 10 motores de jatos executivos da frota da FAB. São turbinas Honeywell TFE731-5BR-1H. O contrato, de R$ 50.002.298,44, foi assinado pelo Comando da Aeronáutica.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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