Azul paga R$ 123 mi por aérea do fracassado Voe Minas

  • por | publicado: 14/01/2020 - 21:25

Os Cessna Caravaran da TwoFlex decolavam para o interior de Minas e retornavam para Aeroporto da Pampulha com baixa ocupação. As rotas deficitárias eram cobertas pelo Governo de Minas - Foto: Divulgação/Voe Minas

A Azul pagará R$ 123 milhões pela regional TwoFlex, companhia regional que fracassou, em Minas Gerais, com o programa “Voe Minas”. O comunicado da negociação, nesta terça (14/01), foi assinado pelo CEO da Azul Linhas Aéreas, John Rodgerson. O empresário acredita, contudo, que sua empresa terá sucesso com a frota incorporada de 17 aeronaves Cessna Caravan. Sua aposta maior é o acesso à rotas de passageiros e cargas por cidades não atendidas pela Azul.

Foi exatamente esse o peixe comprado pelo Governo Fernando Pimentel (PT) pelos donos da TwoFlex: ligações de Belo Horizonte com cidades do interior de Minas não atendidas pelas grandes companhias. O voo inaugural foi em agosto de 2016. O Governo do PT utilizou a Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig) para ser uma espécie de sócio. Mas, na verdade, a estatal mineira servia tão somente para repassar subsídios à empresa privada, que operava de forma deficitária. Mesmo assim, em momento algum o Tribunal de Contas do Estado (TCE-Minas) questionou. A parceria criada pelo Governo do PT foi incentivada pela Federação das Indústrias do estado de Minas Gerais (Fiemg).

Encerrado em junho do ano passado pelo Governo Zema, o programa apelidado de “aéreo PT”, consumiu R$ 18 milhões em subsídios. Eram atendidas as cidades de Araçuaí, Caratinga, Diamantina, Governador Valadares, Ipatinga, Manhuaçu, Patos de Minas e Teófilo Otoni. Os voos, em Belo Horizonte, decolavam do Aeroporto da Pampulha.

Azul se diz maior em voos do país

Contudo, é preciso considerar que, diferentemente da Codemig, é uma companhia da aviação comercial. O comunicado à B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) informa eu a TwoFlex opera 39 rotas. Destas, somente três servidas pela adquirente. A partir do terminal de Congonhas, em São Paulo, companhia incorporada registra no painel 14 horários de partidas e chegadas diárias.

“A aquisição do TwoFlex ajudará a Azul a aumentar a demanda de clientes, pois, poderá levar o serviço aéreo a lugares onde não são servidos hoje, além de conectar, cada vez mais pessoas, à sua malha de voos e destinos, que é a maior da América Latina”, diz John Rodgerson.

A Azul se apresenta como “maior companhia aérea do país” em voo e cidades atendidas: 916 voos diários e 116 destinos.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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