Boeing não dará “aumento por mérito” e será “mais enxuta” - Além do Fato Boeing não dará “aumento por mérito” e será “mais enxuta” - Além do Fato

Boeing não dará “aumento por mérito” e será “mais enxuta”

  • por | publicado: 16/12/2020 - 21:45 | atualizado: 24/08/2022 - 14:53

Uma operadora de Boeing 737 MAX constatou que um parafuso estava solto em parte importante na operação da aeronave. Imagem ilustrativa - Crédito Divulgação/Boeing Companhy

A Boeing Company não dará “aumento de mérito anual”, em 2021. Medida atinge executivos, gerentes e à maioria dos funcionários. Isso, portanto, é parte dos posicionamentos para se recuperar a companhia dos estragos da Covid-19. A decisão está mensagem de final de ano do presidente e CEO da Boeing, Dave Calhoun, revelada nesta quarta (16/12).

Mas, como forma de “reconhecimento”, a Boeing entregará, em concessão única, restricted stock units (RSUs – unidades de estoque restrito). Será para maioria dos funcionários. Todavia, sem opção para ações.

O “prêmio” será resgatável em 14 de dezembro de 2023. Mas, vincula à permanência do empregado na companhia. E, mais uma vez, ficarão fora os executivos e funcionários com contrato sindical.

30 mil funcionários a menos

Dave pincelou o comportamento da companhia ao longo de 2020, no ambiente interno e junto aos clientes. Previu que “pode levar mais três anos” o processo de recuperação da empresa. Mas foi otimista. Salientou, portanto, que a Boeing o histórico de desafios e sucessos.

“Ao longo de nossa história, já navegamos em terrenos incertos antes – e cada vez percebemos novas oportunidades agindo como proprietários e adaptando e adotando novas ideias para tornar nossa empresa melhor. Nesse ambiente, devemos seguir atuando de forma proativa para posicionar nossa empresa para ser mais enxuta e ágil conforme o mercado se recupera”, desafiou o CEO.

A propósito de tornar a empresa mais “enxuta”, a Boeing, no final de outubro, para isso. A empresa pretende, portanto, cortar 30 mil vagas, reduzindo para 130 mil até o final de 2021.

“Apostas inteligentes”

De acordo com Calhoun, em 2020, todos os passos de recuperação da Boeing foram firmados em “apostas inteligentes e investimentos”. E começaram com o investimentos nos funcionários, “capacitando-os para fazer as mudanças que transformarão”.

Cultura de excelência

A Boeing é a maior empresa aeroespacial do mundo e fornecedora líder de aviões comerciais. Além disso, em sistemas de defesa, espaço e segurança e serviços globais.

Calhoun diz que o próximo capítulo “será construído em uma cultura de excelência, ancorada por responsabilidade e propriedade compartilhadas – e essas doações apoiarão nosso objetivo comum de cuidar de nossos negócios. Sei que sairemos dessa empresa melhor, reconhecida pela segurança, transparência e qualidade”, completou. Boeing foi fundada em 1916.

Desempenhos financeiros

A Boeing teve, em 2019, receita de US 79,559 bilhões. Inferior, então, 24% ao exercício anterior. Além, disso, registrou prejuízo líquido de US$ 636 milhões.

A receita de 2018 foi recorde, de US$ 101,1 bilhões, e lucro chegou aos US$ 10,5 bilhões. Este desempenho refletiu, portanto, positivamente o ciclo de cinco investimentos, de US$ 35 bilhões.

Todavia, no ano passado, a empresa sentiu impacto das proibições internacionais ao seu principal jato comercial, o 737 Max. A Boeing tem negócios diretos em mais de 150 países.

Antes da Covid-19, projetava receitas de até US$ 109 bilhões para 2020.

Boeing tem US$ 393 bi em pedidos

A companhia exibia carteira geral para US$ 393 bilhões ao final do terceiro trimestre. Na aviação comercial, por exemplo, pedidos de 4.300 jatos representavam US$ 313 bilhões.

Porém, revisou para menos a meta de entregas dos próximos 20 anos. Assim, caíram dos 44.040 unidades para 43.110 aeronaves

A indústria foi claramente impactada de forma dramática pela pandemia”, disse o vice-presidente de Marketing Comercial da Boeing, Darren Hulst. A maior da redução, observou, seria na linha comercial, notadamente na próxima década.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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