Bolsonaro sepulta programa do Lula: indústria de defesa

  • por | publicado: 13/05/2021 - 14:55 | atualizado: 14/05/2021 - 17:50

O blindando "Guará" (acima) foi projetado pela Avibras dentro da chamada Família de Blindados de Rodas Leves (FBRL). "Porém, o projeto não foi adiante e apenas um protótipo foi construído, sendo este posteriormente para avaliações do Exército Brasileiro em operações no Haiti"(Fonte: Warfareblog) - Foto: Avibras/Divulgação

Governo Bolsonaro jogou pá de cal no desmonte da Política Nacional de Indústria de Defesa (PNID) na área interministerial. Ela mantinha o programa de incentivo à indústria nacional existente e ao surgimento de novas. A PNID foi criada em julho de 2008, via Portaria Interministerial Nº 1.068, no segundo Governo Lula (PT).

O Ministério da Defesa e o então Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior geriam um “Grupo de Trabalho”. Portanto, a meta era criar uma indústria de base de defesa com “autonomia no fornecimento de produtos às Forças Armadas”.

A “necessidade” das Forças Armadas virem a operar intensivamente helicópteros de médio porte era outro argumento pró-PNID. Coube, então, ao Comando da Aeronáutica a coordenação do Grupo de Trabalho. Outro pano de fundo estava no Acordo de Cooperação na Área da Aeronáutica Militar com a França, de 2005. Dentro dele, os franceses venderam 50 helicópteros para Exército, Marinha e Aeronáutica.

O Grupo de Trabalho teria, ao menos, seis representantes, indicados pelos dois ministérios de forma igualitária. O discurso final, nos diversos eventos, era pela nacionalização de peças e componentes.

Mas, na quarta (12/05), assinada pelos ministros da Defesa e, de coadjuvante, o da Economia, Paulo Guedes, foi publicada a Portaria Interministerial MD/ME Nº 2.117. Portanto, sepultou decisão dos tempos do Lula. Nada se esboça sobre como tratado o segmento da Indústria de Defesa.

Exército correu para o Senai

Todavia, as Forças Armadas realizam atividades individuais com a indústria. Envolviam instituições públicas, privadas e de orçamento parafiscal – recolhimentos compulsórios. Entre essas ações, por exemplo, em fevereiro, o Exército entrou no Senai. Relembre na publicação do ALÉM DO FATO:

Aceno do Paed: R$ 1 trilhão

A PNID reacendeu, portanto, pautas em uma série de programas que se arrastavam e criou novos. O tema ganhou força até nas universidades, na área da Engenharia. O mundo acadêmico se ocupou, por exemplo, com o Plano de Articulação e Equipamento de Defesa (Paed). O Governo previa, em 2013, investimentos superiores a R$ 1 trilhão em horizonte de duas décadas. Leia AQUI.

Dilma travou programa de Lula

Todavia, a PNID sucumbia desde a recessão dos Governos Dilma (1,5 governo). Em 2015, os cortes chegaram até a joia da coroa dos governos petistas para os militares: submarinos com propulsão nuclear, o Prosub.

Nota: Foto e legenda originais deste post foram substituídos, para adequação da informação.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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luis pires

Sabe que ainda não vi nenhum decreto proibindo o cidadão de sair de casa e andar a toa na rua. O que vi foram decretos dizendo pra não abrir comércio. O que são coisas bastante distintas. Abrir o comércio e dizer para o cidadão ficar em casa é que seria extrema ingenuidade. Ele continua tocando o berrante, mas pra mim o barulho só incomoda, mas pra massa de apoiadores é o chamado para o caminho. Certo?

Pedro Morais

a foto é do TUPI, o cara fala do GUARÁ e a viatura qye foi para o HAITI n foi nenhuma dessas duas aahaauauah meldelssss

Nelson Freitas

Bom olhar o nome do Blindado estampado logo na frente, próximo da paralama. Outra coisa legenda é clara que o protótipo foi testado no Haiti e não usado como veículo principal….

Dourado Brasilis

Até nisso esse inútil é incapaz de manter ou de melhorar e ainda enche a boca pra dizer “meu exército”.
É um lixo, isso sim.