Cemaden ignora Bolsonaro na vigilância da Amazônia

  • por | publicado: 22/03/2021 - 11:58

Incêndios na Floresta Amazônica, no Brasil, ainda seguem intensamente relacionados aos avanços crescentes da agropecuária – Foto: 17 ª Brigada de Infantaria de Selva/Rondônia (2019)

O presidente Jair Bolsonaro demonstra absoluto desinteresse na criação e/ou manutenção das políticas de proteção ambiental amplas para os biomas Amazônia e Pantanal e de seus povos nativos. Tem sido irredutível, mesmo seguidos alertas: Cientistas: Amazônia pode estar chegando ao seu limite. Apesar da linha de Bolsonaro, alguns órgãos, caso do Cemaden (ver abaixo), mantêm os protocolos de suas atividades.

Naquelas regiões, o presidente tem preservado apenas compromissos políticos da campanha de 2018 com empresariado. Mantém, por exemplo, prioritários os pleitos de fazendeiros, madeireiras com CNPJ (ligadas ao Sistema da Confederação Nacional das Indústrias – CNI), mineradoras etc.

Portanto, até aqui, àquele que seria uma mudança de postura, a entrega do Conselho Nacional da Amazônia ao vice, general Hamilton Mourão, não foi além da fotografia. Pois, Bolsonaro segue inflexível, mesmo diante de riscos evidentes. Veja AQUI.

Mesmo assim, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) segue o ritmo de suas funções. Poderá até ter de interromper. Mas seus pesquisadores (a Ciência) não serão acusados de cumplicidade nessa política equivocada de Bolsonaro. Os olhos do mundo condenam as atitudes do chefe do Planalto.

Cemaden seleciona pesquisador

O Cemaden, portanto, recebe, ainda nesta segunda (22/03), inscrições da Chamada Publica Nº 22/2021, para selecionar um (01) pesquisador. O profissional selecionado terá funções “no desenvolvimento de pesquisas voltadas à Plataforma de Monitoramento para Gestão de Risco e Impactos de Queimadas e Incêndios Florestais, no âmbito do Projeto ‘Pesquisas e Desenvolvimentos Tecnológicos em Desastres Naturais’ do Programa de Capacitação Institucional – PCI”.

A fauna é diretamente afetada pelas queimadas no Brasil. Imagem de onça pintada/ Relatório da ONU

Alerta do Comissariado da ONU

A chefe do Alto Comissariado para Direitos Humanos da ONU, Michelle Brachelet (ex-presidente do Chile), acusa redução da aplicação da lei ambientais em países das regiões da Amazônia e do Pantanal. Isso, acrescenta, causou aumento da mineração e extração ilegal de madeira. Como consequência, portanto, prejuízos aos povos nativos e moradores permanentes da floresta. Leia mais AQUI.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Mauro Assis

Nairo, infelizmente é só uma bolsa PCI, quer dizer, é um contrato de trabalho temporário para uma finalidade específica.

Há alguns anos já não há concursos para o quadro permanente do CEMADEM ou o INPE, infelizmente.

E o corte de verbas desse ano foi o maior já visto.

Mas continuamos na luta, combatendo o bom e necessário combate.

Gerson Mafra

Até 2018 a Amazônia não tinha queimadas , madeireiros e garimpo ilegal!