China cerca truste na internet; mira captações de US$ 2 tri

  • por | publicado: 10/11/2020 - 12:42

Governo da China não aceita perder controle sobre aplicação comercial da inteligência artificial - Reprodução/Internet

Os investidores em gigantes da “indústria da internet” da China, como Alibaba, Tencent e Ant, acenderam luz amarela diante das regulamentações contra práticas monopolistas. O cerco oficial chinês ficou muito mais rígido há uma semana.

No momento, então, é visível que o governo encara a “capitalização de mercado combinada” das três empresas, ao redor de US$ 2 trilhões. Portanto, superam em valor de mercado estatais como Bank of China Ltd, destaca reportagem da Bloomberg, desta terça (10/11).

“O Partido Comunista de Xi Jimping está intensificando esforços para controlar algumas das empresas mais poderosas da China”, diz a agência. E, assim, vai “sacudindo investidores e desferindo um golpe em alguns dos empresários mais ricos do país”.

Uma reação imediata foi do Ant Group Co., que suspendeu oferta pública de US$ 35 bilhões. Além disso, as medidas da terça-feira desencadearam vendas crescentes de papéis em Bolsa de Valores de companhias chinesas.

A postura chinesa é endereçada, então, principalmente de e-commerce e finanças digitais. O governo chinês quer “conter o comportamento anticompetitivo, como conluio no compartilhamento de dados confidenciais do consumidor”, segue a reportagem. No foco, portanto, as “alianças (entre gigantes) que eliminam rivais menores e subsidiam serviços abaixo do custo para eliminar concorrentes”.

China joga com riscos

Porém, o cerco, de acordo com “especialistas”, observa Bloomberg, surge, então, o risco de desastre enorme por conta de “regulamentações mais rígidas”. Por exemplo: valor de mercado do Ant, de US$ 280 bilhões, poderia cair em 50%.

“Parece haver um sentimento mais amplo do governo da China de que as plataformas de internet estão se tornando muito poderosas”. A avaliação é de Hoi Tak Leung, advogado de Hong Kong especializado em empresas chinesas de internet na Ashurst LLP, citado pela agência.

China, portanto, não aceita economia de mercado na inteligência artificial (AI – sigla em inglês).

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.