Gol mantém meta de encurtar dívida em R$ 2 bilhões

  • por | publicado: 12/01/2020 - 07:13 | atualizado: 13/01/2020 - 20:26

Maior companhia de aviação comercial do país, com transporte de 36 milhões de passageiros/ano, a Gol confirma meta de redução da dívida - Foto: Yves Ferreira/Redes Sociaiis/Divulgação Gol

A Gol Linhas Aéreas confirmou, na sexta (10/01), que mantém a meta de redução da dívida em R$ 2 bilhões. Nesse sentido, a empresa fez comunicado à B3 (Bolsa, Brasil, Balcão) e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), em resposta ao noticiário do dia. As informações, porém, davam ênfase ao propósito de redução das despesas financeiras, em 2019, de R$ 1,2 bilhão, para R$ 900 milhões, no atual exercício fiscal. Ou seja, baixar em R$ 300 milhões. Em janeiro de 2019, a empresa anunciou que sua dívida ajustada era de R$ 12 bilhões.

No final do terceiro trimestre (30 de setembro), a Gol, maior companhia da aviação comercial do país, registrou prejuízo líquido de R$ 468 milhões dentro dos nove primeiros meses de 2019. Houve redução significativa de 70,5% frente a janeiro-setembro de 2018 – R$ 1,587 bilhão. Nos períodos comparados, as receitas da companhia cresceram 22,5%, para R$ 10,061 bilhões.

Em 30 de setembro, o patrimônio líquido da Gol estava negativo R$ 8,137 bilhões, portanto 63,22% superior ao apresentado no balanço de 31 de dezembro de 2018. Os ativos totais, em contrapartida, tinham evoluído 42,6%, para R$ 14,804 bilhões. Na conta de ativo imobilizado, intangível e investimento (arrendamento de aeronaves) contabilizava R$ 7,547 bilhões, isto é, evolução de 64,20% sobre o encerramento de 2018.

Melhora liquidez da Gol

Contudo, nas informações de “Atualização ao Investidor”, conhecidas na última quarta (08/01), a Gol informa ter encerrado o quarto trimestre de 2019 com “alavancagem financeira” de “aproximadamente 2,7 vezes”. Essa alavancagem é medida pelo indicador dívida líquida (abatidas as receitas previstas)/EBTIDA (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). No trimestre outubro-dezembro a empresa amortizou R$ 100 milhões das dívidas, estimando, portanto, liquidez, no final do período, de R$ 4,3 bilhões. Esse resultado, portanto acima do trimestre anterior (julho-setembro), que foi acima dos R$ 4 bilhões.

700 voos diários

A Gol salientou que a projeção sobre redução do endividamento prevalece desde o Fato Relevante de 31 de outubro passado. O comunicado ao mercado foi assinado pelo diretor de Relações com Investidores da empresa, Richard Freeman Lark Jr. A empresa informa que transporta anualmente 36 milhões de pessoas. Ela opera 750 voos diários, cobrindo rotas para 100 localidades no Brasil, América Latina, Caribe e Estados Unidos.

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Raízen: sai britânico, entra holandês

Reunidos em AGE, na sexta (10/01), os acionistas da Raízen Energia S.A. elegeram o indicado pelo acionista anglo-holandesa Shell para recompor o Conselho de Administração. A Raízen é líder no mercado nacional de etanol e controlada pela Shell e a brasileira Cosan S.A. A vaga no Conselho da companhia surgiu com a renúncia do britânico John Charles Abbott. Este foi, portanto, substituído por Huibert Hans Vigeveno, de nacionalidade holandesa. O novo conselheiro concluirá o mandato atribuído à atual composição do CA, até 02 de junho.

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