Minas ignora projeto da ferrovia Ibiá-Sete Lagoas, da Vale

  • por | publicado: 4/11/2020 - 14:10 | atualizado: 5/11/2020 - 20:42

Mapa variante Serra do Tigre - Foto e Reprodução de apresentação de 2012 Prefeitura de Sete Lagoas/Divulgação

Ao lançar, dia 29/10, a pedra fundamental do terminal rodoferroviário em Iturama, no Triângulo Mineiro, o governador Romeu Zema retomou o tema da criação de ferrovias em Minas. Dias antes, em Belo Horizonte, o governo mineiro anunciara parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC) para elaboração de estudos. A atual administração pretende, portanto, ter, ao menos, estudo de uma ferrovia para oferecer a investidores.

Todavia, nada se fala, por exemplo, de projetos antigos entregues à administração do Estado. Alguns da própria iniciativa privada. Entre estes, por exemplo, um da Vale S.A., conhecido desde junho de 2005, pelo menos.

O traçado proposto pela Vale, que envolvia a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), sua controlada, ligava Ibiá, no Alto Paranaíba, a Sete Lagoas. O investimento, portanto, para a variante Serra do Tigre era de US$ 475 milhões. O projeto era para 450 km de malha, ou seja, praticamente traçado em linha reta.

Estudos pedidos pelo governador Zema incluem turismo por ferrovias

Zema põe em pauta corredores ferroviários para transporte de cargas e no segmento do turismo. Mas, de acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade, também para “trens regionais”. Isso pode significar, então, ligação com outros estados.

Governo de Minas reage

Todavia, a Secretaria informou ao ALÉM DO FATO, nesta quinta (05/11), que o Plano Estratégico Ferroviário (PEF) “não foi concluído”. Acrescenta que “a requalificação da Serra do Tigre é uma das propostas que serão analisadas“.

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