Parceria Boeing-Embraer pode acabar hoje, à meia-noite

  • por | publicado: 24/04/2020 - 20:35 | atualizado: 27/04/2020 - 13:31

Embraer tem como principal projeto o cargueiro (comercial e militar) KC-390. Este é o seu maior avião e o projeto foi desenvolvido em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).Foto: Divulgação/Embraer

Acordo de fusão da Embraer-Boeing, um negócio de US$ 4,2 bilhões fracassou. Motivos: pendências não foram solucionadas, pela empresa brasileira, de um lado. De outro lado, fracassos modelo super jato comercial Boeing 737 MAX (queda de duas aeronaves) e os gastos que a norte-americana, decorrentes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Isso é que informa, desde o final da tarde, a revista Veja . Mas contraria, em parte, todos demais noticiários, que esclarecem que o prazo da Embraer vai até à meia-noite desta sexta (24/04). A Agência Reuters, por exemplo, fala em negociação para dilatação do prazo.

Trump pressionou Boeing

Pelo acordo, ao final de 15 meses, seria ratificado o acordo de criação de uma joint venture, com 80% de capital da Boeing. A nova empresa estaria voltada para aviação comercial: aviões regionais e comerciais de grande porte. As fontes citadas pela revista asseguram que a empresa dos Estados Unidos tem caixa de US$ 25 bilhões, mas insuficientes para fazer frente às exigências. Haveria, ainda, pressões contrárias do presidente dos EUA, Donald Trump.

Ao contrário das dos demais veículos de comunicação brasileiros e a da Reuters, a Veja não cita dois aspectos: Embraer ainda não teria solucionado certas dependências nem a negociação para dilatação do prazo. Hoje, as ações da Embraer caíram 11% na Bolsa (B3 – Brasil, Bolsa, Balcão). Mas o fato foi atribuído às reações com saída de Sérgio Moro do Ministério da Justiça, do Governo Bolsonaro

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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