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Viagens corporativas superam 2019

  • por | publicado: 03/11/2022 - 17:09 | atualizado: 07/11/2022 - 09:51

Imagem ilustrativa mostra movimento de passageiros no Aeroporto de Brasília, em maio de 2019 - Crédito: José Cruz/Agência Brasil EBC/ Gov Federal

*Titulo original modificado – Empresas retomam viagens; agências superam 2019

As viagens corporativas, em um primeiro momento, perderam peso como indicador econômico diante das facilidades do mundo digital. Foi determinante, nesse aspecto, a ferramenta para videoconferências. As reuniões on-line, por exemplo, retiraram dos aviões de carreira os gestores da linha de frente.

Depois, em onda global, vieram as restrições preventivas às viagens com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), surgida na China e admitida em dezembro de 2019. E não faltaram apelos ao Governo Bolsonaro das companhias aéreas, muito afetadas, pela rápida imunização da população. Essa seria, também, uma das formas do setor também consolidar medias de saída da crise.

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Recuperação e superação à pré-Covid

Mas, ao que parece, retomaram algum fôlego. Os gráficos do 3T22, por exemplo, indicam que as agências de viagens faturaram de R$ 3,3 bilhões nesse nicho com bilhetes aéreos, viagens rodoviárias e reservas na hotelaria.

A receita, revela a Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), traduziu crescimento nominal (sem descontar a inflação) de 11,6% sobre o 3T19, ou seja, às vésperas da Covid-19.

O resultado atesta que nove dos 11 segmentos levantados “superaram seus desempenhos” na comparação com 3T19, destaca nota no portal da Abracorp. E transmite otimismo: “O setor de viagens corporativas mantém seu ritmo de recuperação”.

Abracorp não esclarece, entretanto, se nessa performance entram os partidos políticos, ou seja, se são parte nas “viagens corporativas”. Em ano de eleições, como este, candidatos e seus auxiliares diretos se deslocam a todo instante.

E foi exatamente para setembro, mês em que os deslocamentos em torno da disputa presidencial aceleraram, a celebração da Abracorp. Os bilhetes aéreos nas viagens domésticas e internacionais representaram R$ 788 milhões. Isso, portanto, foi 22,32% superior ao mesmo mês de 2019. Além disso, participou com 65,86% na receita mensal das vendas corporativas.

O presidente-executivo da entidade, Gervásio Tanane, observa que vendas nas rotas internacionais ainda seguem com quedas: 35% no 2T22 sobre 2T19, e, 27%, no 3T22 comparado ao 3T19.

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Entretanto, o melhor desempenho setorial pesquisado pela Abracorp para setembro foi no rodoviário. O faturamento atingiu 2,3 milhões, ou seja, 148% a mais que em mesmo mês de 2019.

Tanabe assegurou que foi uma “marca histórica” e, que, portanto, sinaliza remodelação para o pós-pandemia, até aqui.

O segmento rodoviário nacional envolve locação, e transfer outros. Locação é oligopólio da Localiza, Unidas (Localiza) e Movida, que assumem mais de 80% das receitas.

Por último, Abracorp regista alta de 12,23 % nas receitas da hotelaria com as viagens corporativas na comparação setembro 2022/2019. O setor auferiu R$ 295 milhões.

O portal Terra abordou a questão da mudança de comportamento das companhias em relação às viagens com a chegada da Covid-19. Acesse AQUI.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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