Anitta e Joe Biden deixam lições de democracia ao Brasil e ao mundo

O novo presidente dos EUA, Joe Biden, e a estrela pop brasileira, Anitta, fotos do Facebook de Joe Biden e de Anitta

O que tem a ver a cantora pop brasileira com o novo presidente norte-americano Joe Biden? E mais, com a política, a democracia? A relação surgiu espontaneamente em, pelo menos duas situações, uma direta e outra indireta. A primeira é que uma das músicas da cantora foi escolhida para integrar a playlist da festa de posse do democrata.

A segunda, indireta, mas de grande alcance e lição política ao momento vivido pelos norte-americanos, brasileiros e de boa parte do mundo. Anitta pode dar lições a alguém? Pode e deu em duas palavras: democracia e respeito (às pessoas e às diferenças), pontuando o que horas depois Biden consagraria em seu discurso de posse na quarta (20).

Em entrevista à CNN Brasil, Anitta comemorou a inclusão de um de seus hits, “Make it hot”. O sucesso foi cantado em inglês em parceria com o grupo de música eletrônica Major Lazer. Mais do que isso, ela homenageou a volta da democracia nos Estados Unidos.

Autoritarismo afeta a sociedade

“As pessoas acabam reproduzindo o comportamento do representante do país. E quando a gente tem um autoritarismo assim tão forte, acaba que a sociedade se sente no direito de lidar assim uns com os outros. Então, acho que vindo uma presidência, um comando para todos, a sociedade, em geral, se torna diferente, de uma maneira positiva”, reconheceu a estrela pop brasileira.

Após o juramento de posse, Biden espalhou lições ao celebrar a democracia em seu discurso. “Aprendemos mais uma vez que a democracia é preciosa, a democracia é frágil. E, nessa hora, meus amigos, a democracia prevaleceu”.

Mentiras devem ser derrotadas

E mais: “As últimas semanas e meses nos ensinaram uma lição dolorosa. Existe a verdade e existem mentiras. Mentiras contadas para obter poder e lucro”, afirmou Biden, em uma referência indireta ao antecessor (Trump), que boicotou a cerimônia. “E cada um de nós tem o dever e a responsabilidade, como cidadãos, como americanos e, especialmente, como líderes —líderes que se comprometeram a honrar nossa Constituição e a proteger nossa nação – de defender a verdade e derrotar as mentiras”.

Mais um destaque: “Este é o dia dos EUA, é o dia da democracia, um dia de história e esperança, de renovação e determinação. Os EUA foram testados, e um novo país ergueu-se perante o desafio. Hoje, celebramos o triunfo não de um candidato, mas de uma causa. Da causa da democracia​”.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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