Favoritismo de Kalil leva rivais a jogarem suas fichas para 2022

  • por | publicado: 28/09/2019 - 20:38 | atualizado: 29/09/2019 - 12:37

Kalil e o "concorrente" Mauro Tramonte, em colagem de fotos Amira Hissa/PBH e Luiz Santana/ALMG

As pesquisas de opinião que devem ser divulgadas nos próximos dias irão apontar um quadro inalterado para a disputa eleitoral em 2020. Apesar de oscilações em sua avaliação, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), mantém o favoritismo. Em segundo lugar, o nome do deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos) vai se consolidando. Embora não haja definição, ambos são pré-candidatos, o primeiro à reeleição, e o segundo diz que não tem nada certo.

Kalil teria o dobro das preferências sobre Tramonte, e, depois deles, há uma distância enorme até o terceiro e quarto lugares. Na última pesquisa divulgada pelo instituto Paraná, em agosto passado, Kalil teria 40,2% e Tramonte (19,5%). Em terceiro, aparece o deputado estadual João Vitor Xavier (Cidadania), com 5%. Foram ouvidos à época, 806 eleitores da capital mineira entre os dias 31 de julho e 4 de agosto. 

Prefeito busca aproximação

Quando o segundo (Tramonte) sai da disputa, o prefeito subiu, naquela pesquisa, para 47% e os demais não foram beneficiados. Aliados de Kalil buscam aproximação da direção do Republicanos, para que Tramonte esteja, ou seu partido, aliado na disputa do ano que vem. Hoje, o futuro e o crescimento de Tramonte são as únicas preocupações de Kalil.

Diante do quadro e da falta de apetite da oposição, as lideranças do campo rival a Kalil começam a pensar em 2022, quando enfrentariam o prefeito (que, nesse caso, poderá estar reeleito) na disputa para governador. É um cenário distante, e que teria o governador Romeu Zema (Novo) e seu partido como outros fortes protagonistas.

Pacheco está mexendo os pauzinhos

Um dos pré-candidatos a governador em 2022, o presidente regional do DEM e senador Rodrigo Pacheco discorda do favoritismo de Kalil, lembrando que o próprio Zema surgiu como surpresa e bateu todos os favoritos na eleição passada. No início do ano, pensou em articular frente de oposição a Kalil, mas não avançou nisso.

De lá pra cá, aproximou-se de Zema, com a nomeação do deputado federal de seu partido, Bilac Pinto, para ser o secretário da articulação política do estado. No entanto, deve perder aliado de peso. É o senador Antonio Anastasia, que deve trocar o PSDB pelo PSD, fortalecendo os projetos de Kalil, que é presidente estadual desse partido.

Números de Zema são pessimistas

Já os números das próximas pesquisas não são animadores para Zema, que não divulga seus feitos. Ou, como disse, na segunda (23), na abertura do Fórum Liberdade e Democracia, “não fez nada de extraordinário”. Do pouco que fez, destacou a redução da criminalidade. Por isso, a divulgou em um comercial de um minuto nas TVs em narrativa racional e conceitual, sem, no entanto, explorar dados comparativos.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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