A contradição do candidato Zema com o governador Zema. Veja vídeo:

Candidato Romeu Zema assumiu em cartório compromisso de só receber salário quando vencimento do servidor estivesse em dia.

Candidato Romeu Zema assumiu em cartório compromisso de só receber salário quando vencimento do servidor estivesse em dia.

Deputados contrários ao pagamento de jetons aos secretários de Estado lembraram hoje de manhã, no plenário da Assembleia, do compromisso assinado em cartório por Romeu Zema, quando candidato. No documento, Zema afirma que nem ele, nem o vice e nem os seus secretários receberiam salários até que o pagamento dos servidores fosse colocado em dia.

“…eu, o vice Paulo Brant e todo o secretário vamos estar abrindo mão dos nossos vencimentos enquanto houver um funcionário ou pensionista do Estado recebendo atrasado”, disse o governador em vídeo gravado no cartório.

A proposta de Zema para complementar salário dos secretários com jetons havia sido derrubada quando a Assembleia votou a reforma administrativa. Mas o governador vetou esse dispositivo, ou seja, manteve os jetons. Mas o veto tinha que ser apreciado pelos deputados, o que ocorreu hoje de manhã. Depois de intensas negociações, em que o governo cedeu e decidiu atender reivindicações dos parlamentares da base, o veto foi mantido, por 33 contra 14 votos.

O líder da Minoria, deputado Ulysses Gomes (PT), exibiu, da tribuna, áudio em que o governador anunciava o seu compromisso com o eleitorado. Ele questionou não somente o fato de Zema não ter cumprido o compromisso, como sua decisão de complementar o salário de seus secretários com o pagamento de jetons, o que acabou sendo aprovado.

“O governador está enganando milhares de mineiros que acreditaram nas suas promessas”, protestou o deputado Doorgal Andrada (Patriotas), integrante do grupo de 14 deputados que votaram por derrubar o veto.

Como na Assembleia, hoje de manhã, prevaleceu a proposta do governador, secretários de estado vão poder receber até R$ 35 mil com o complemento dos jetons, que na época da campanha Zema classificava como “puxadinhos”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Política