Assembleia acusa posições sinistras e Fenafisco diz que “tem nojo da ditadura”

Marco Couto, da Fenafisco, e Agostinho Patrus, presidente da Assembleia, fotos site da Fenafisco e Sarah Torres/ALMG

Mais duas manifestações públicas criticaram os ataques feitos à democracia e contra o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. São da autoria do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Agostinho Patrus (PV), e da Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco).

“Presenciamos conflitos que vêm emergindo e se tornando rotineiros entre os Poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário federais. Testemunhamos, ainda, sinistras manifestações em lugares públicos, com pautas antidemocráticas e avessas à liberdade, por vezes pregando golpes e a restrição da autonomia do cidadão”, advertiu o presidente da Assembleia em nota divulgada no dia 1º.

De acordo com ele, democracia pressupõe liberdade, possibilita o contraditório, significa respeitar o outro e outras formas de pensar. “Sou filho de um Estado que tem na liberdade, diversidade e pluralidade suas maiores características e não posso deixar de me manifestar neste momento tão grave”, afirmou.

“Indústria criminosa da injúria”

Já a Fenafisco condenou a “indústria criminosa da injúria e calúnia em série e da ameaça à integridade física das pessoas e ao funcionamento das instituições”. Sem citar nomes, viu nos recentes ataques à democracia e instituições “o propósito de impor o poder pela violência e de instaurar um governo de inspiração fascista no Brasil”.

Diante disso, apontou como imperiosa e urgente a união de todas as pessoas e organizações da sociedade civil comprometidas com a democracia. A Fenafisco adiantou que não irá se omitir. “…diante da perigosa escalada autoritária, que, a cada dia, se parece menos com mera retórica ou bravata e mais com um projeto político liderado por um grupo minoritário na sociedade, mas extremamente belicoso e intolerante”.

Inspirada no célebre discurso de Ulysses Guimarães, quando da promulgação da Constituição de 1988, a entidade também declarou o seu “nojo à ditadura e amaldiçoar a tirania e os tiranos”.

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