Atuação de Bolsonaro na segurança e na economia é desaprovada pela população

Atuação do governo na segurança, comandada pelo ministro Sérgio Moro, e na economia, chefiada por Paulo Guedes, é desaprovada pela população, conforme pesquisa do portal Jota. Foto - Agência Câmara - Divulgação

Atuação do governo na segurança, comandada pelo ministro Sérgio Moro, e na economia, chefiada por Paulo Guedes, é desaprovada pela população, conforme pesquisa do portal Jota. Fotos - Agência Câmara - Divulgação

Pesquisa feita pelo Portal Jota/Ibdap, divulgada em parte, ontem, pelo Além do Fato, mostra que a maioria da população aprova a atuação do governo do presidente Jair Bolsonaro quando o assunto é combate à corrupção.

Apesar das denúncias de uso de candidaturas laranjas que envolvem o deputado federal Luciano Bivar, presidente do PSL, partido de Bolsonaro, e também o seu ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, 51,1% dos entrevistados aprovam a política de combate à corrupção do governo, contra 40,7% que desaprovam. Outros 8,2% não souberam ou não quiseram responder.

Em outras áreas nevrálgicas e de grande importância para a população, como a segurança, a economia, a educação e a saúde, o governo não vai bem, conforme a pesquisa. A atuação na segurança, por exemplo, que é comandada pelo ex-super ministro Sérgio Moro, é desaprovada pela maioria dos entrevistados. Entre os ouvidos, 51,5% disseram que desaprovam as ações do governo na área, contra 41,2% que aprovam (7,2% não quiseram ou não souberam responder.

A atuação na economia, sob a batuta do ministro Paulo Guedes, tem agradado muito ao mercado, mas não aos brasileiros de uma forma geral – talvez porque o desemprego ainda assombra quase 13 milhões de famílias. Nesse quesito, a desaprovação, de acordo com a pesquisa do Jota, chega a 49,8%, contra 38,2% que aprovam e outros 12% que não quiseram ou não souberam responder.

O quadro é um pouco pior na educação, sob o comando do polêmico ministro Abraham Weintraub. Segundo a pesquisa, a atuação do governo na área é desaprovada 53,6%, aprovada por 41,3% e 7,3% preferiram não responder (ou não souberam).

A campeã da desaprovação, que é recorrente em quase todos os governos, é a saúde. A atuação do governo Bolsonaro na área, que é gerida pelo ministro Luiz Henrique Mandetta, é desaprovada por 62% dos entrevistados, contra 38,2% que aprovam e 7,1% que não souberam ou não quiseram responder.

A pesquisa foi realizada entre os dias 29 de outubro e 2 de novembro, por telefone, com 1042 pessoas de 304 municípios brasileiros.

Temas polêmicos

A pesquisa feita pelo portal Jota quis saber também a opinião de brasileiros sobre alguns temas caros para o presidente Bolsonaro e seu grupo. Quando perguntados se os direitos humanos atrapalham no combate ao crime, 55,3% responderam que concordam, contra 34,3% que discordam (10,4% NS/NR).

Na linha do que defende o presidente Bolsonaro, a maioria dos entrevistados é a favor de aumentar as penas para quem cometer crime. Quando perguntados se é preciso punir os criminosos com mais tempo na cadeira, 80,2% disseram que concordam, contra 11% que discordam (4,9% NS/NR).

A internet está também em alta junto aos brasileiros. Quando perguntados se a rede mundial de computadores permite descobrir verdades que jornais e TVs querem esconder, 70,7% disseram que concordam, contra 17% que discordam. Mas a grande imprensa, que tem sido execrada pelo presidente ao longo do seu governo (em especial nos últimos dias), não aparece tão mal. Perguntados se a grande imprensa é inimiga do povo, 48,8% responderam que discordam, contra 39% que concordam.

O PT, acusado de comandar um brutal esquema de corrupção nos governos de Lula e Dilma, não é considerado o campeão dos corruptos. O instituto colocou a seguinte questão para os entrevistados: “Todos os partidos tradicionais são corruptos, mas o PT é pior”. Entre os ouvidos, 49,4% disseram que discordam da afirmação, contra 37,9% que concordam.

O partido, entretanto, é responsabilizado pelo quadro de crise por que atravessa o país. “A incompetência do PT afundou o país?”, perguntou o instituto. Dos ouvidos, 51,3% disseram concordar, contra 39,1% que discordaram.

E sobre a possibilidade de impeachment do presidente Jair Bolsonaro? Se o presidente cometer erros ele pode, sim, perder o cargo, na opinião dos entrevistados. “Se Bolsonaro errar, o povo tira ele como tirou Dilma e Collor”, foi a questão colocada aos entrevistados. Disseram que concordam 75,7% e que discordam 21,5%.

O instituto quis saber também o que pensam os entrevistados sobre a possibilidade de liberdade do presidente Lula. A pergunta feita foi a seguinte: “O(a) sr(a) acha que a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da prisão é certa ou errada?

Responderam que é errada 45,3%, que é certa 40,3%, outros 7,8% disseram que não é certo nem errado e 6,6% não quiseram ou não souberam responder.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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