Jornal Nacional dedica mais de 4 minutos para mostrar panelaço contra Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro tenta ajeitar máscara na coletiva de ontem à imprensa.

O Jornal Nacional, da Rede Globo, telejornal de maior audiência do país, dedicou mais de 4 minutos na sua edição de ontem para mostrar os panelaços que se espalharam pelo país contra o presidente Jair Bolsonaro. O assunto “panelaço” ocupou mais de 5 minutos do jornal, que em se tratando de televisão, em especial do Jornal Nacional, é uma enormidade.

Para mostrar as manifestações que ocorreram na noite de ontem, a TV Globo dedicou 2 minutos e 27 segundos, exibindo imagens de todo o país, em especial das capitais, onde era possível ouvir, além do batido nas panelas, palavras de ordem como “fora Bolsonaro”, “ele não”. Ganharam destaques projeções feitas na fachadas de alguns prédios, onde podia se ver, com nitidez, frases como “Bolsonaro acabou”, “fora Bozo”.

A TV fez também questão de mostrar imagens do panelaço que ocorreu pelo país na tarde de ontem, enquanto o presidente Jair Bolsonaro, juntamente com alguns ministros, dava uma coletiva de imprensa para falar do coronavírus. Mais 32 segundos de panelas batendo pedindo a saída do presidente.

O panelaço a favor do presidente, que também ocorreu na noite de ontem, foi mostrado pelo Jornal Nacional. Mas o apresentador Willian Bonner, antes de exibir as imagens, ressaltou que ele foi em número bem menor, apesar de o presidente, por duas vezes na coletiva de imprensa, ter informado sobre o horário do ato em favor do seu governo. As imagens do panelaço pró-Bolsonaro foram exibidas em 30 segundos.

Encerrando o assunto, Bonner informou que o primeiro panelaço contra Bolsonaro havia acontecido na noite de terça-feira, entre 20h30 e 21h. E mais um minuto e 10 segundos de imagens de panelas batendo contra o presidente. Na sequência, a apresentadora Renata Vasconcelos chamou a moça do tempo.

Para o presidente Jair Bolsonaro, ficou claro que o tempo está fechando.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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