Sérgio Moro revoga 70 portarias, mas manteve a de expulsão de ‘perigosos’

Ministro da Justiça, Sérgio Moro, não é mais juiz, foto Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, revogou 70 portarias de sua pasta, 69 editadas por antecessores e uma de sua própria iniciativa.

De acordo com a lista no Diário Oficial da União (DOU), desta sexta-feira (2), a portaria dele que ele mesmo revogou tratava de prevenção contra a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo.

Só não revogou aquela que leva o número da besta, 666, contra estrangeiros “perigosos”. Em vez disso, postou no Twitter que a Associação Nacional de Juristas Evangélicos divulgou nota a favor dessa portaria (666).

Sérgio Moro revoga portarias do Ministério

Portaria de Moro leva o número da besta

Segundo o jornal Estadão, Moro classificou a nota dos evangélicos como “uma voz de lucidez no debate do tema”. Curiosamente, Moro ganha ou busca aproximação com o segmento depois que o presidente Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que indicará para o Supremo Tribunal Federal (STF) um nome “terrivelmente evangélico”.

E mais, em seu post, o ministro criticou o país ao dizer que “só mesmo no Brasil para outros defenderem que pessoas suspeitas de, por exemplo, envolvimento em terrorismo, em grupos terroristas ou em exploração sexual infantil não devam ser barrados na entrada e deportados sumariamente”.

O Brasil não conhece o Brazil, como diriam Aldir Blanc Mendes e Mauricio Tapajós Gomes em Querelas do Brasil, na voz da maravilhosa Elis Regina.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Política

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