Só mesmo hecatombe será capaz de tirar vitória de Alexandre Kalil no próximo dia 15

Alexandre Kalil lidera disputa em BH com larga vantagem; candidato João Vitor Xavir (dir.) é segundo colocado

Alexandre Kalil lidera disputa em BH com larga vantagem; candidato João Vitor Xavir (dir.) é segundo colocado

Salvo alguma mudança brusca no cenário, algo como uma hecatombe, Alexandre Kalil (PSD) será reeleito prefeito de Belo Horizonte no próximo dia 15. É o que dizem as pesquisas de intenção de voto. Todas as que foram divulgadas desde o início oficial da campanha mostraram crescimento das intenções de voto no prefeito, enquanto seus adversários praticamente não saíram do lugar.

Na pesquisa que acaba de ser divulgada pelo Datafolha, Kalil aparece com 65% das intenções de voto. Já havia começado a disputa com uma grande vantagem. Tinha 56% no primeiro levantamento feito pelo instituto, no início de outubro, depois passou para 60% e agora, 65%.

Um pouco antes do início oficial da campanha, analistas avaliavam que o candidato do Cidadania, deputado João Vitor Xavier, pudesse crescer na preferência do eleitorado. Entre as razões, o fato de ter conseguido costurar uma coligação que lhe garantiu o maior tempo no horário eleitoral gratuito de rádio e TV. Não fez a menor diferença.

Na primeira pesquisa do mesmo Datafolha que apontava a liderança de Kalil, João tinha 6% das intenções de voto. Na segunda subiu para 7% e manteve o mesmo percentual no último levantamento. Estatisticamente, não saiu do lugar.

Belo Horizonte, durante quase 30 anos, foi governada por prefeitos de perfil mais à esquerda. Começou com Patrus Ananias (PT) em 1992, depois Célio de Castro (PSB), Fernando Pimentel e, por último, Márcio Lacerda (PSB). Por essa razão, havia também expectativa de que candidatos de partidos da esquerda tivessem um desempenho melhor na capital.

Mas a esquerda se dividiu. Tem Nilmário Miranda como candidato do PT, a deputado federal Áurea Carolina pelo PSOL, Wadson Ribeiro pelo PCdoB. Nem mesmo Carolina, que teve votação expressiva tanto como candidata a vereadora da capital na última eleição (2016), como na disputa por uma vaga na Câmara Federal (2018, tendo sido a quinta candidata mais votada).

Mas como candidata à prefeitura de BH não entusiasmou o eleitor, o que está acontecendo também com Wadson e com o petista Nilmário, a despeito de ter como seu principal cabo eleitoral o ex-presidente Lula.

A aposta de que o candidato a prefeito da capital apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro daria trabalho ao prefeito Kalil também não se confirmou. O jovem deputado estadual Bruno Engler (PRTB) conseguiu trazer para sua campanha o presidente e seus filhos, o que não foi suficiente para tirá-lo do lugar. Começou com 3% das intenções de voto, passou para 4% e estacionou.

Tudo somado e dividido, os 13 candidatos da oposição têm em torno de 25% das intenções de voto, o que significa que Kalil tem uma vantagem de 40 pontos percentuais sobre seus oponentes. Como apenas 9 dias nos separam do primeiro turno da eleição, a possibilidade de que haja uma mudança radical no cenário é remotíssima, muito próxima de zero.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments