Zema diz que só apaga incêndio e que até usa ‘seu jatinho’ contra o crime

  • por | publicado: 23/09/2019 - 20:44 | atualizado: 24/09/2019 - 21:47

Romeu Zema discursa para liberais como ele no Fórum Liberdade e Democracia, foto Renato Cobucci/Imprensa MG

Ao abrir o 10º Fórum Liberdade e Democracia, em BH, o governador Romeu Zema (Novo) disse, nesta segunda (13), que, até agora, só está “apagando incêndio” desde que assumiu. Reconheceu que não fez nada de extraordinário, mas, por outro lado, afirmou que cortou os “absurdos que aconteciam”. “Minas estava a caminho do precipício. Para dar certo, é preciso eliminar aquilo que faz mal. Tiramos as ervas daninhas para preparar o solo para, depois, plantar”.

Contou que está fazendo apenas o básico que não era feito, como, por exemplo, repassar os recursos públicos e constitucionais das prefeituras. E pagar o décimo terceiro atrasado (de 2018, herança do governo de Fernando Pimentel, do PT) aos servidores públicos. “Apesar de todas as dificuldades de um estado falido, sem recursos, conseguimos fazer alguma coisa que melhorasse, que dependesse da gestão. De gestão, nós entendemos”, disse ele.

Redução da criminalidade

De positivo, destacou que conseguiu, nos primeiros oito meses de governo, reduzir a criminalidade. “São os menores índices dos últimos oito anos, e vai continuar caindo porque sabemos fazer gestão”. Segundo ele, na próxima segunda (30), o estado vai completar dois meses sem ter explosão de bancos (caixas eletrônicos) em Minas. “Isso só aconteceu porque o governador do estado não tem mais aeronave privativa. Todas as aeronaves do estado são compartilhadas”, apontou, dizendo que faz questão de dar o exemplo.

De acordo com ele, na última ocorrência como essa, na cidade de Uberaba (Triângulo), em uma hora, a polícia, equipe de elite, chegou ao local para trabalhar porque usou o jatinho do governador. “Não é preciso de genialidade, mas de bom senso que faltava ao governo anterior”, criticou.

Governador diz que não tem compromisso com partidos

Afirmou que montou uma “equipe competente e que passou no teste de sabatinas da Assembleia Legislativa”. Atribuiu isso ao fato de ter sido eleito sem dívidas de campanha para com partidos e políticos. “Não tive apoio partidário além do meu partido, o Novo. Por isso, tenho mais liberdade do que qualquer outro governo anterior”.

Como se tratava de uma audiência liberal, a do Fórum Liberdade e Democracia, reafirmou que pretende transformar o estado em amigo do empreender, de quem gera emprego e trabalho. “Quero ser o governador que mais perdeu estatais”, adiantou sobre seu programa de privatizações. “Quero facilitar a vida do empreendedor, simplificando a legislação tributária, agilizando as outorgas de água e os licenciamentos ambientais”. Foi aplaudido de pé pela plateia de liberais e empresários.

Criação de empregos

Ainda comemorou o fato que de que Minas, de acordo com o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foi, proporcionalmente, o estado que mais criou empregos com carteira no país nos primeiros sete primeiros meses do ano. Foram 99 mil vagas. De acordo com os dados, a região Sudeste foi a que mais criou empregos, com 251.656, sob a liderança de São Paulo.

O 10º Fórum Liberdade e Democracia foi realizado pelo Instituto de Formação de Líderes de Minas Gerais (IFL-MG), no Palácio das Artes.

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