Sem índice, Zema propõe reposição em 4 parcelas anuais a policiais

Lideranças associativas e deputados se reúnem na Aspra/MG

Apesar do tratamento diferenciado que dá aos policiais, o governo mineiro propôs, ao reconhecer as perdas salariais de 28,8%, reposição em quatro parcelas anuais sem apontar o índice. De acordo com a proposta, a primeira parcela seria paga daqui a um ano, em setembro de 2020. As outras seriam pagas na mesma época até 2023, já no início da próxima gestão.

Ainda na noite de segunda (16), a resposta do governo às reivindicações foi reprovada pelos manifestantes presentes. Da mesma forma, pelas 15 lideranças associativas e pelos oito deputados federais e estaduais ligados ao setor. Além do líder do movimento dissidente, tenente-coronel Domingos Sávio de Mendonça.

Governo culpa grave crise fiscal

Em nota pública, o governo culpou a grave situação econômica para o não atendimento. “…com restos a pagar de R$ 34,5 bilhões e um déficit orçamentário projetado para 2019 de R$ 15 bilhões, infelizmente, torna inviável a fixação antecipada dos índices de reajuste a serem concedidos”.

Ainda nesta terça, os presidentes de 15 associações e sindicatos e os oito deputados federais e estaduais do setor reuniram-se na sede da Associação de Praças Policiais e Bombeiros Militares de Minas (Aspra/PMBM).

O encontro teve a finalidade de reforçar as estratégias para cobrar do Governo a recomposição das perdas inflacionárias acumuladas. “Não podemos aceitar a proposta de recomposição anunciada pelo Governo sem exigir a divulgação prévia dos percentuais das parcelas e o envio imediato do projeto de lei para a Assembleia Legislativa em cumprimento à negociação”, disseram em nota.

Líder da dissidência deixa movimento

Ao final do encontro, mantiveram a convocação para a manifestação na próxima quinta-feira, 19/9, às 14h, na Cidade Administrativa. Do encontro, não participou o tenente-coronel Mendonça. Em sua página no Facebook, ele disse que estava deixando a condução do movimento dissidente. E mais, que daqui pra frente, as entidades associativas e os parlamentares conduziriam as negociações. “A gente tem de reconhecer quando perde”, disse ele.

Zema frustra policiais que reagem com indicativo de greve em três dias

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

All Comments