Agronegócio enfrenta desequilíbrio nos investimentos

Agronegócio brasileiro enfrenta desequilíbrios nos investimentos - Foto: Divulgação/SNA

O agronegócio do Brasil emperra na logística, por causa do desequilíbrio nos investimentos em transporte e armazenagem. O maior concorrente do país no agro, os Estados Unidos, investem 30% no transporte e 40% na armazenamento. Ou seja, combinam deslocamentos longos e com retenção das suas commodities, para comercializar no melhor momento e preços atrativos. O Brasil investe 42% e 18%, respectivamente. O cenário foi mostrado ontem (6) pelo professor Paulo Resende, da FDC, durante o Congresso Brasileiro do Agronegócio, da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio), em São Paulo.

Burocracia ainda é obstáculo

Há também a burocracia, que, juntamente com o conjunto dos fatores do chamado “custo Brasil”, pesa na competitividade do agronegócio. Uma referência bem ilustrativa disso vem da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A burocracia do Estado abocanha R$ 37 bilhões (2017) das indústrias. Equivale a 1,2% daquilo que faturaram. Os dados são da Fiesp. O valor retirou 0,6%% do Produto Interno Bruto (PIB) geral e 5% do PIB industrial. Na área das montadoras, a Anfavea estimou que a papelada e processos exigidos pelo governo consumiram R$ 2,3 bilhões.

Portanto, o faturamento dos supermercados de Minas Gerais, em 2018, de R$ 35 bilhões, não bancaria o custo apontado pela Fiesp. O lucro líquido do Grupo Gerdau, de R$ 2,3 bilhões, empataria com as despesas das associadas à Anfavea.

TCU pede que governo mude

No dia 5 de junho, em cima das informações da Fiesp, o Tribunal de Contas da União (TCU) instruiu o Governo a criar mecanismos que reduzam a burocracia.

TCU aponta excessos burocráticos que prejudicam os negócios

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Economia

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