Anac cancela certificado da ITA, do bolsonarista Piva

  • por | publicado: 05/05/2022 - 09:35 | atualizado: 09/05/2022 - 16:09

Piva, bolsonarista declarado, visitou o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, em companhia do ministro Turismo, Gilson Machado - Foto Roberto Castro Mtur

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) cancelou o Certificado de Operador Aéreo – COA, da Itapemirim Transportes Aéreos (ITA). A companhia parou de voar, sem aviso prévio aos milhares de portadores de seus bilhetes, em 17 de dezembro. Saiu das rotas, portanto, seis meses após o voo inaugural.

O cancelamento foi baixado ontem (04/05) pela Gerência de Operações de Empresas de Transporte Aéreo da Anac. A agência reguladora do setor é vinculada ao Ministério da Infraestrutura.

O Grupo Itapemirim é controlado pelo empresário Sidnei Piva de Jesus, declarado apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Ele liderou, quase que pessoalmente, a criação da ITA. Por isso, também, desde a abertura do processo na Anac foi alvo de muitas denúncias na Justiça.

O cancelamento do COA significa, então, que a companhia não pode mais operar. Traduzindo: com essa empresa Piva não voa mais. Portanto, se desejar retornar ao setor, terá de criar outra voadora.

Após a suspensão, a Anac entendeu, entretanto, que a companhia área, após a suspensão do certificado, não cumpriu quesitos mínimos para retomar as operações. Portanto, adotou a punição definitiva.

Cancelamento começou a valer nesta quinta (05/05), com a publicação – Crédito: Reprodução

Dono da ITA acusado de desviar dinheiro do Grupo Itapemirim

O empresário foi afastado pela Justiça de São Paulo do comando das empresas do Grupo Itapemirim no começo do ano. Logo depois, porém, a Justiça entendeu pela necessidade de seu monitoramento por tornozeleira eletrônica.

Acusações contra Piva, principal acionista do Grupo Itapemirim, liderado pela Viação Itapemirim, incluem desvios de dinheiro para a criação da ITA. Os recursos seriam, portanto, para cumprir metas assumidas no Projeto de Recuperação Judicial (PRJ).

Rombo de R$ 2,2 bilhões, em 2016

As empresas do conglomerado, criado por Camilo Cola, no Espírito Santo, estão em recuperação judicial desde 2016. No início, os débitos superavam R$ 2,2 bilhões. Disso, mais de 90% em impostos.

MATÉRIAS RELACIONADAS:

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments