Conselho do BDMG impõe mesmo rigor seletivo do BNDES

  • por | publicado: 15/11/2019 - 06:06

Conselho do BDMG impõe maior rigor no repasse de empréstimo captado na Europa - Foto: Viviane Resende/Divulgação/ Agência Minas

Há quase um mês (21/10), autorizado pelo Conselho de Administração, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) assinou contrato de captação direta de € 100 milhões (R$ 462 milhões – fechamento mercado ontem, 14/11). Operação foi com o Banco Europeu de Investimentos (BEI). Esses recursos serão direcionados à projetos “pré-selecionados” pelo BDMG e “selecionados” pelo BEI nos setores de energia renovável e eficiência energética.

Porém, não foi uma autorização tão simples. Ao aprovar (10/10), o Conselho de Administração impôs a condição de maior rigor na concessão dos empréstimos. Os conselheiros, portanto, sinalizaram sintonia com a postura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)ver abaixo.

Conselho quer relatórios específicos

Conselho impôs regras à diretoria do BDMG:

  • Elaboração, pela diretoria, de “estratégia de alocação” do dinheiro captado junto ao BEI, “contemplando expectativa de solicitação dos recursos, a ser submetida à deliberação” do Conselho;
  • “Seja providenciada a estrutura, capacitada a equipe e aprimorados os processos necessários ao devido enquadramento das operações, à prestação de informações ao BEI, ao acompanhamento dos projetos e o que mais for demandado contratualmente” com o banco europeu;
  • Nos 90 dias, a contar de 10 de outubro, o Conselho quer que a diretoria do BDMG encaminhe reportes mensais “acerca de todos os aspectos relevantes do contrato firmado com o Banco Europeu de Investimentos (BEI)”. Vencido o prazo, os reportes a cada trimestre.

BNDES com quedas nas operações

O comportamento mais seletivo nas operações de crédito do BNDES foi acentuado nos três primeiros trimestres do ano. O balanço janeiro-setembro mostrou queda de 13% nos repasses (R$ 38 bilhões), quando comparados com mesmo período de 2018. Com novos contratos (R$ 32,3 bilhões) a queda foi maior, de 35%. Como ainda há pressão de créditos para o plantio da safra de verão, é possível que o banco reverta as baixas.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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Economia